Rio de Janeiro - O técnico Dunga ainda alimentava alguma esperança de que Ronaldinho Gaúcho não tomasse a mesma decisão de Kaká e disputasse a Copa América. Pura ilusão. O pedido de dispensa do craque do Barcelona chegou ontem à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e foi alvo de muitas críticas.
Em carta, divulgada no site da entidade, Ronaldinho enfatiza a necessidade de descansar e de gozar suas férias durante o período da Copa América, entre junho e julho, apesar de declarar seu amor à Seleção.
“Venho ao longo destes anos com intensa e ininterrupta atividade física, não podendo aproveitar do necessário e recomendável período de descanso, o que por vezes pode influenciar no alto rendimento exigido ao cumprimento dos compromissos profissionais junto ao meu clube e, principalmente, na Seleção Brasileira”, escreveu Ronaldinho Gaúcho.
A atitude de Ronaldinho Gaúcho foi rechaçada por dirigentes da CBF e integrantes da comissão técnica. O jogador já havia sinalizado, com alguma antecedência, que gostaria de ficar fora da Copa América. Depois, em encontro com Dunga na Suécia, deixou escapar em tom evasivo que estaria à disposição do treinador.
“Esperou o Kaká tomar a iniciativa por uma simples razão: enquanto o meia-atacante do Milan está numa excelente fase, ele (Ronaldinho Gaúcho) não vem jogando nada”, disse um dos homens mais próximos do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. “O Ronaldinho Gaúcho não é imprescindível para a Seleção.”
Desapontado com a confirmação do novo desfalque, Dunga disse que a exclusão de Kaká e Ronaldinho Gaúcho abre oportunidade para novos testes. Amanhã, no Rio, o treinador anuncia a lista dos convocados para os dois últimos amistosos antes da Copa América: contra a Inglaterra, em 1º de junho, em Londres; e com a Turquia, no dia 5 de junho, em Dortmund, na Alemanha.
Disputada na Venezuela, a Copa América começa no dia 26 de junho e vai até 15 de julho. (AE)