Política

Associação retoma Conselho Tecnológico

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Um evento que será realizado hoje, às 8h, na sede da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag) de Bauru, vai oficializar a reativação do Conselho Tecnológico da Delegacia Sindical de Bauru do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), corporação que ressurge com o objetivo de discutir propostas de desenvolvimento para a cidade e região.

Segundo Marcos Wanderley Ferreira, diretor do Seesp, um dos objetivos do evento é o de apresentar os ideais e as entidades integrantes do conselho, como o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Sindicato Rural de Bauru, Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Sindicato da Habitação (Secovi), entre outras.

“Nossa ênfase hoje é darmos uma idéia do que o conselho pretende fazer para os convidados, como os políticos e secretários municipais, pois à medida que eles se envolvem nessas discussões forma-se um compromisso de serem apoiadores das atividades desenvolvidas pelo Conselho Tecnológico”, ressaltou Ferreira. E acrescentou: “A intenção é reunir as cabeças pensantes e as forças vivas de Bauru para que esse grupo reunido traga sugestões e idéias voltadas ao desenvolvimento de Bauru e região. Não chegaremos com um pacote pronto dizendo o que fazer, mas sim discutiremos as linhas e diretrizes de atuações.”

Ferreira lembrou que, no passado, o Conselho Tecnológico já atuou de maneira significativa em inúmeras discussões, como as voltadas para a habitação. “O conselho já deu a sugestão de edificar núcleos habitacionais verticais e não horizontais e, depois dos seminários que fizemos para apresentar isso à população, começou a se construir os prédios dessa maneira em Bauru”, recordou o diretor sindical. Entre as propostas que poderão ser defendidas pelo Conselho Tecnológico visando o desenvolvimento bauruense e regional, Ferreira cita as energias renováveis, como o biodiesel, e a revitalização das ferrovias. “Entendemos que a energia renovável é viável para Bauru, pois conta com inúmeras propriedades que podem produzir mamona, uma das culturas utilizadas para fabricação do biodiesel”, salientou o sindicalista. E completou:

“Outro assunto que provavelmente será colocado é a reativação das ferrovias. Hoje produzimos e como escoamos a produção? As estradas estão congestionadas e desativaram as ferrovias, o que todo mundo está percebendo que foi um erro. Elas precisam voltar com tudo, até porque é inviável economicamente pensar em retirar os trilhos do município.”

Para Ferreira, é preciso estimular o desenvolvimento para, entre outros benefícios, gerar empregos. “Bauru está parado. Estamos sem emprego e na área tecnológica, quando o Brasil não cresce, o pessoal está desempregado. Os engenheiros dependem do crescimento e que o País se desenvolva e produza”, sustentou o diretor. “Em contrapartida, sem tecnologia o País não cresce. Iremos ficar pagando royalties até quando?”, continuou Ricardo Ramos da Rocha, da Delegacia Sindical de Bauru do Seesp.

Cresce Brasil

Em 2006, a Federação Nacional dos Engenheiros realizou diversos encontros com profissionais da área em 14 cidades, capitais do País e no interior de São Paulo para desenvolver idéias e analisar propostas voltadas à retomada do crescimento econômico e desenvolvimento do Brasil.

Como resultado desses encontros surgiu o manifesto Cresce Brasil, que defendeu dois eixos norteadores da reestruturação econômica e social do País: o fortalecimento do mercado interno através do estímulo à construção civil e o atendimento das necessidades de infra-estrutura, desenvolvimento urbano, transporte, energia, recursos hídricos, meio ambiente e comunicações.

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