Polícia

Abordagem em veículo provoca desentendimento na Vl. Falcão

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde de ontem, a abordagem de um Fusca na Vila Falcão terminou em desentendimento entre policiais militares (PMs) e os ocupantes do veículo. Enquanto os três homens que estavam no carro acusam os policiais de truculência, os PMs afirmam que foram desacatados. Todos foram para o Plantão Policial, onde foi elaborado um termo circunstanciado.

O caso teve início por volta das 16h, quando os montadores de móveis Flávio Henrique da Silva, 31 anos, seu sobrinho Cristian Henrique de Souza, 18 anos, e seu irmão, José Carlos da Silva, estavam no Fusca azul de José, dirigido por Flávio. Os três iam a Piratininga, a trabalho. De acordo com o soldado Marçal Brás, da Base Comunitária Oeste, os policiais receberam informações via rádio de que um Fusca azul com três ocupantes estaria em atitude suspeita.

Ao passar pela quadra 4 da avenida Campos Sales, duas viaturas fecharam a passagem da rua para interceptar o veículo dirigido por Flávio, que coincidia com as características informadas. De acordo com Flávio, como o freio do carro está ruim, ele teve que parar poucos metros adiante. “Jogaram a viatura em cima do carro. Eu não ia fugir, só que como o freio está ruim, tive que parar depois”, conta.

De acordo com ele, a abordagem dos policiais foi violenta. “Me jogaram em cima do carro. Me deram tapas no peito e quase quebram o meu braço”, relata. O sobrinho de Flávio conta que também teria apanhado, com um tapa na boca. “Chegaram dizendo que a gente era bandido e eu falei que nós éramos trabalhadores. Jogaram meu celular no chão e arrebentaram um chaveiro, jogando as chaves para baixo do carro”, conta Flávio. “Fomos humilhados na frente de várias pessoas. Nós somos trabalhadores, religiosos, não somos bandidos”, diz.

Bloqueio

Um dos policias que participaram da ocorrência, Brás afirma que mesmo com a via interditada por duas viaturas, o Fusca só parou depois do bloqueio. E quando os policiais foram abordar os ocupantes, o motorista estava exaltado. “Demos ordem para que desligasse e descesse do carro. Ele se recusou a descer. Fizemos novamente o pedido e ele saiu alterado, dizendo que éramos folgados e que matávamos inocentes e que eles eram trabalhadores”.

O policial também afirma que Flávio se recusou a passar pela vistoria e com base na informação recebida via rádio, foi determinado que ele colocasse as mãos na cabeça.

“Ele reagiu de forma violenta e fomos obrigados a detê-lo, junto com o outro rapaz, por desacato. Foi preciso usar força física moderada para poder algemá-lo”, descreve Brás, que reiterou que se Flávio tivesse permanecido calmo, a situação poderia ter sido evitada. Foi solicitado exame de corpo de delito aos ocupantes do Fusca.

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