Bairros

Orquestra Veritas preserva história das ‘big bands’


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A ‘big band’ - conjunto de música popular composto basicamente por 20 instrumentos, a maioria deles de sopro - mais famosa de Bauru, a Orquestra Veritas, também é um projeto de extensão. O grupo mantido pela Universidade do Sagrado Coração (USC) foi criado em 1992 e já realizou 245 apresentações na cidade e na região.

Todos os músicos são voluntários. “São professores, alunos e pessoas de fora da universidade. Essa integração é que dá à orquestra esse caráter de extensão”, explica Fernando Cezar Napoleone Paschoal, coordenador da Veritas.

Em suas apresentações, a Orquestra procura trabalhar com ritmos variados. O carro-chefe é o jazz e isso não ocorre por acaso. “É que as big bands foram criadas, originalmente, para tocar esse estilo musical”, explica Paschoal.

Mas a Veritas não fica restrita ao ritmo surgido no Sul dos Estados Unidos. “Na verdade, tentamos oferecer um repertório variado ao público”, diz o coordenador. Mambo, bossa-nova, samba e até mesmo rock costumam ser tocados durante as apresentações. “Tentamos, dessa forma, trabalhar com todos os estilos que fizeram parte da história das big bands”, afirma Paschoal.

Fã incondicional do estilo das big bands, ele acredita que existe uma visão equivocada das pessoas em relação ao trabalho da Veritas. “Quando as pessoas ouvem falar em orquestra, elas logo torcem o nariz, supondo se tratar de uma coisa velha. De fato, a palavra soa meio antiquada. Por outro lado, se formos analisar em termos musicais, a big band pode ser considerada aquilo que há de mais moderno”, garante ele, que está desde 2003 à frente da Veritas. O projeto é desenvolvido em parceria com curso de música da USC. (RF)

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