• Tucano de bico roxo 1
Os últimos comentários bem-humorados do vereador João Parreira (PSDB), que “lançou” duas chapas de prefeitáveis às eleições de 2008, não agradaram um dos militantes do partido em Bauru, que pediu para não ser identificado. Para o tucano, que se definiu como um da “espécie bico roxo”, em vez do parlamentar ficar fazendo graça com nomes de outras pessoas, deveria se oferecer para concorrer ao Palácio das Cerejeiras.
• Tucano de bico roxo 2
“Em vez de ficar dando palpite sobre os candidatos dele, por que ele não se coloca à disposição do partido para ser candidato? Já são seis mandatos e assim ele vai morrer como vereador. Ele fica criticando e nem nas reuniões do PSDB aparece. Também queria saber o que ele fez por Bauru nesses últimos 24 anos como vereador”, alfinetou o militante. A crítica no “escuro” do militante também merece puxão de orelha. É jogar sujeira no próprio ninho, e pelas costas.
• As duas chapas
O que descontentou o tucano de “bico roxo” foi o fato de Parreira ter, em tom de brincadeira, ter sugerido duas chapas para concorrer à prefeitura: a primeira composta pelo coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges e o vereador Antonio Carlos Garmes e a outra pelo recém-eleito presidente do diretório municipal do PP, o advogado Carlos Braga, e Garmes.
• “Prefeito regional”
Por falar em crítica interna, um pedetista ligou ontem para dizer que foi de mau gosto a declaração do presidente do partido, Faria Neto, de que o ex-deputado federal João Herrmann Neto, que tem usina em Guaricanga, na região de Presidente Alves, poderia ser candidato a prefeito em Bauru. “Tirar coelho da cartola é fácil. O Faria ter vindo de Avaí morar em Bauru, tudo bem, mas querer que seja prefeito alguém que não tem vínculo com a cidade já é demais”, alfinetou. O PDT, na verdade, vive o dilema de ter de arrumar um candidato de peso, para não ser reboque na eleição de 2008.
• Letras garrafais
O relatório apresentado pelo DAE na audiência pública sobre as contas do primeiro quadrimestre deste ano, realizada na Câmara Municipal esta semana, traz em letras grandes e com um quadro para destacar, a informação de que os gastos com pessoal estão em 34,68% das receitas. Mas o DAE, até por questão de honestidade com a população, deveria destacar, também em letras garrafais que isso se deve ao acréscimo em 40 pontos percentuais na tarifa de esgoto.
• A lei e o número
Do ponto de vista do critério para fazer a conta, o índice do DAE está correto. Mas não custa nada informar que este patamar, bem abaixo do limite de 54% apontado pela lei fiscal, foi alcançado não por economias e redução de despesa, mas por aumento na arrecadação, com o esforço do contribuinte para financiar o tratamento do esgoto. Portanto, é obrigação do DAE e não mérito utilizar os recursos e dentro dos prazos cobrados pela Promotoria.
• Olhando os dados
Aproveitando os dados apresentados pelo DAE, eles mostram que de 6.606 visitas de fiscalização em hidrômetros realizadas em abril foram constatadas 109 irregularidades. O número não chega a assustar, se levarmos em conta que a cidade tem boa parte de seus equipamentos medidores de consumo de água com idade avançada. E sobre conta, vale lembrar que ela foi aumentada em 7% neste ano e só para residências. A indústria e o comércio tiveram aumento zero!