Em várias cidades do Interior Paulista, a quinta-feira será dedicada às procissões de Corpus Christi. Ibitinga, São Manuel, Macatuba e Santana de Parnaíba, por exemplo, estão com ruas cobertas por serragem colorida, cobertores, bordados e flores.
Além dos rituais católicos e de encenações, junho é perfeito e convidativo à vida na fazenda, ao contato com os animais, a comidinha caseira recém-saída do fogão à lenha e, claro, às festas juninas.
Em Avaré, o Corpus Christi se mistura aos rodeios, jantares caipiras, caravanas e aulas de dança. O Ibiquá Eco Resort e os outros hotéis da cidade prepararam atividades juninas que prometem esquentar o friozinho da estação. Quase todos são voltados para a Represa de Jurumirim, que oferece aos visitantes atividades náuticas e banho de sol em deques cercados pela natureza.
Hoje, coincidindo com o feriado, o Ibiquá – que também oferece aos hóspedes passeios a uma aldeia indígena - estará promovendo um jantar caipira com show sertanejo de Zé da Estrada, rodeios com demonstração no picadeiro de cavalos e bois de sela, além de caravana (passeio de cavalo e charrete pelas estradas da Estância São Marcos).
Durante todo o mês, nos finais de semana, música ao vivo, barraquinhas de doces, brincadeiras, quadrilha e outras atividades características prometem agradar. Não saia de Avaré sem comprar e provar seu doce característico: o Pingo de Leite Avaré, um doce de leite de dar água na boca, tão bom como os mineiros.
Em Taubaté, na chácara em que Monteiro Lobato passou a infância e buscou inspiração para escrever os livros infantis que encantam gerações, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, junho também será especial. Com direito a passeios pelo mundo de sonhos de Narizinho, Pedrinho, Visconde e a travessa Emília.
Um dos hotéis mais bem estruturados da cidade é o Hotel Fazenda Mazzaropi, com direito a brincadeiras de dia e de noite, passeio de carreta, gincanas e sessões de culinária caipira. Êta trem bão!
As sessões serão realizadas em um quiosque reformado no complexo que faz parte da Casa do Jeca. O hotel-fazenda ocupa uma área de uma fazenda que pertenceu a Amacio Mazzaropi, o imortal Jeca do cinema nacional.
Ali, ele construiu o maior estúdio cinematográfico dos anos 70 e rodou vários de seus filmes. Hoje, os hóspedes podem conhecer as alas erguidas para abrigar atores, diretores e produtores, os antigos estúdios transformados em centro de convenções e todo o ambiente rural presente nas histórias. A memória de Mazzaropi está em um museu, com mais de 6.000 peças no acervo, nas dependências do hotel.