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Recompensa será mantida

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar do pequeno sagüi bicolor já ter sido restituído ao Jardim Zoológico Municipal, o caso do “seqüestro do primata” ainda não está encerrado. Agora as autoridades querem saber onde se encontram os autores do crime.

Luiz Pires, diretor do Zôo, afirmou ontem que irá pedir ao grupo de empresários de Bauru para que a recompensa de R$ 1,5 mil - oferecida a quem oferecesse informações que pudessem levar ao paradeiro do animal - seja mantida. Só que, de agora em diante, o “prêmio” seria pago a quem puder fornecer a identidade dos “seqüestradores” às autoridades.

O sagüi bicolor é um primata natural da floresta amazônica. Hoje ele integra a lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) das espécies ameaçadas de extinção e só pode ser encontrado em vida livre em algumas reservas localizadas nas imediações de Manaus, Amazonas. O espécime do Jardim Zoológico de Bauru é o único exemplar em cativeiro disponível no País.

Nascido no Instituto de Climatologia do Rio de Janeiro, ele vive no Zôo desde 1999. Entre suas características marcantes estão a coloração dupla - branco na parte de cima, marrom na parte de baixo - e o rosto desprovido de pêlos (razão pela qual também é conhecido como sagüi-da-cara-pelada). O exemplar existente no Zôo ainda possui um defeito no rabo, fruto, talvez, de alguma anomalia genética ou, quem sabe, de uma agressão sofrida na infância.

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