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Marcha para Jesus reúne cerca de 3,5 milhões de evangélicos

Folhapress
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São Paulo - A Marcha para Jesus percorreu ontem pela manhã a região central de São Paulo, da Luz (centro) até a praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (zona norte). Apesar de ser realizado pela Igreja Renascer, a marcha reúne evangélicos de várias denominações de diversos Estados.

O momento mais esperado da caminhada foi a participação da bispa Sônia Hernandes e do apóstolo Estevam Hernandes, fundadores da Renascer. Eles cumprem prisão domiciliar nos Estados Unidos, onde aguardam julgamento por contrabando, conspiração e falso testemunho no tribunal federal de Miami. Estevam e Sônia negam os crimes.

Segundo os organizadores, eles participariam ao vivo, enviando mensagens de áudio via satélite. Para a noite, estava programada outra mensagem do casal, com imagens transmitidas ao vivo via satélite.

Cerca de 3,5 milhões de pessoas participaram da caminhada, segundo cálculo de policiais militares. Após a marcha, 400 mil evangélicos acompanharam shows de bandas gospel. As apresentações foram realizadas no palco montado na praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira. A previsão era que 30 grupos se apresentassem até as 20h. O cansaço da caminhada não desanimou os cristãos ao chegar à praça para as apresentações musicais.

Devido ao calor, muitos tiraram os sapatos para ficar mais à vontade. Uma grande parcela do público chegou em caravanas, como o grupo de jovens da Igreja de Deus no Brasil, de Valinhos (85 quilômetros a noroeste de SP), que veio em dois ônibus.

Um grupo de dez pessoas da Igreja Casa da Bênção, da zona leste de São Paulo, assumiu o cansaço, mas não desanimou. Liderados pela pastora Celeste Carrilho Marcelino, 36, eles tiraram os sapatos para cantar e dançar. “Vale a pena vir até aqui porque percebemos que não é só a gente que faz parte do povo de Deus”, afirmou a pastora. “Participo da marcha há oito anos e desta vez está sendo excelente, apesar de não ter sido na (avenida) Paulista, como nos anos anteriores”, comentou o estudante Felipe Manzini, 22, que integra o grupo de Valinhos.

Em abril, um termo assinado entre o Ministério Público de São Paulo e o governo do prefeito Gilberto Kassab (DEM) estabeleceu a realização de apenas três grandes eventos por ano na avenida Paulista. A escolha ficou a cargo da prefeitura, que elegeu a Corrida de São Silvestre, o Réveillon e a Parada do Orgulho GLBT, que será realizada no domingo. Ficaram de foram a Marcha para Jesus e a comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Apesar da grande concentração de pessoas, a Polícia Civil não registrou nenhuma ocorrência na base móvel instalada na praça. Os 60 atendimentos médicos registrados até as 15h30 foram considerados poucos pelos organizadores da marcha, uma vez que mais de três milhões de pessoas participaram do evento. A maioria dos atendimentos foi de pessoas que passaram mal com pressão baixa.

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