• O “esqueleto”
O vereador João Parreira (PSDB) ressaltou que a dívida de cerca de R$ 50 milhões da prefeitura bauruense com o DAE, que o prefeito Tuga Angerami chamou de “último esqueleto” de sua administração, não pode ser considerada a solução para custear a construção da estação do tratamento de esgoto. “Sou a favor de se fazer a depuração dos valores da dívida e que o total resultante da auditoria seja repassado ao Fundo de Tratamento de Esgoto, mas não podemos jogar à população a ilusão de que isso custeará a estação”, afirmou. A proposta de direcionar para o Fundo foi do vereador Arildo Lima Júnior (PP).
• Incapacidade
Para sustentar seu raciocínio, Parreira argumentou que a cidade já está com sua capacidade de investimento limitada. “Se o acordo for formalizado, a prefeitura pagará parcela mínima ao DAE, pois já tem de pagar as dívidas da Funprev, a CPFL e a Emdurb, além de custear a máquina pública. Com tudo isso, a capacidade de investimento foi a zero e, como Bauru arrecada de 30% a 40% menos que outras cidades de igual porte, não se pode achar que a prefeitura assumirá uma parcela, por exemplo, de R$ 500 mil com a autarquia”, salientou.
• “Ecochatismo”
O vereador Toninho Garmes (PSDB) desferiu diversas críticas, durante a sessão extraordinária de ontem do Legislativo, sobre o projeto que disciplina a arborização urbana na cidade. Sem citar quais pontos não concorda da proposta, o tucano afirmou que o projeto é uma “ditadura”. “E os vereadores não terão de aceitar pressão de ecochato”, esbravejou. A proposta foi enviada à Câmara pela secretaria do Meio Ambiente, liderada pelo vereador licenciado Rodrigo Agostinho.
• Não sou, não fui
Natan Chaves, que já disputou eleições a deputado federal, afirmou ontem que não participou e não articulou reunião realizada na OAB, recentemente, onde o objetivo era constituir um grupo político para a formação de chapa a vereadores. Ele garante que não vai participar de disputa eleitoral e que não está filiado a partido político. Já Rubens Spíndola, que esteve na tal reunião, confirma que está dialogando com o PSB sobre as eleições 2008.
• Falta de contrato
O promotor Fernando Masseli Helene acha que pode ser positivo o acordo para a dívida entre prefeitura e CPFL, já que o valor negociado é cerca de R$ 6 milhões menor que o firmado pela gestão anterior. Ele considera que também é avanço a lei autorizativa para a operação, conforme exige a lei, mas disse que vai avaliar o conteúdo dos documentos, “porque não havia contrato para o pagamento da conta”. Será que vem ação por aí contrária ao acerto por falta de comprovação da dívida?
• Arildo aprovado
Deu no blog do Chinelo (www.chineloneles.blogspot.com). O vereador Arildo Lima Júnior foi aprovado, recentemente, no exigente exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comemorou o feito em um bar com os vereadores Marcelo Borges (PSDB) e Paulo Madureira (PP), além de outros amigos. Agora, o bombeiro pode trabalhar como advogado, com a carteirinha em dia.