Internacional

Líder rebelde diz querer despertar revolução islâmica no Paquistão

Folhapress
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Islamabad - O clérigo Abdul Rasheed Ghazi, que lidera os radicais islâmicos que vêm mantendo centenas de pessoas como reféns na Mesquita Vermelha de Islamabad (Capital do Paquistão), disse ontem esperar que ele e seus seguidores consigam despertar uma revolução islâmica no país.

Jornais paquistaneses de ontem divulgaram uma nota, supostamente de Ghazi, em que ele afirma preferir o “martírio” a se entregar. “Temos a firme crença em Alá que nosso sangue levará a uma revolução”, diz o comunicado.

Tiroteio

Forças de segurança do país que cercam a Mesquita Vermelha de Islamabad dinamitaram ontem uma parte do muro do templo. Também houve um intenso tiroteio, pouco antes da meia-noite, entre as forças de segurança e os islâmicos que se mantêm entrincheirados no interior do complexo da mesquita.

Por enquanto, não há informações sobre possíveis feridos na ação. As tropas paquistanesas cercam a mesquita desde terça-feira, quando confrontos entre estudantes radicais armados e forças do governo ganharam força, após meses de tensão.

Sem a brecha no muro, as pessoas que tentavam sair tinham que tentar escalar seus quase 2,5 m, se tornando alvo de tiros de estudantes radicais - na sexta-feira, dois estudantes, de 12 e 14 anos, morreram.

A queda do muro também deu às forças de segurança uma imagem mais clara do que acontece do lado de dentro. Ghazi diz ter com ele dentro da mesquita cerca de 2 mil pessoas, na maioria mulheres.

O ministro de Assuntos Religiosos do Paquistão, Mohammad Ejaz ul Haq, no entanto, estima que o número de pessoas dentro do prédio esteja entre 200 e 500. Haq disse que entre os seguidores de Ghazi há “terroristas, radicais, que são procurados dentro e fora do país”.

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