Policiais civis de todo o Estado de São Paulo continuam com o movimento de reivindicações e alertas ao governo do Estado, iniciado em junho. Depois de duas paralisações de 24 horas, uma no início de junho e outra há pouco mais de uma semana, representantes da classe agendaram uma paralisação de 48 horas entre os dias 16 e 17 de agosto, em todo o Estado.
A primeira paralisação foi realizada no início de junho, quando os policiais atenderam apenas casos graves e flagrantes. A segunda ação foi no dia 12 deste mês, quando, de acordo com a Associação de Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Aipesp), 80% dos policiais fizeram um movimento de greve branca na cidade.
A categoria pede reposição salarial de 48% e incorporações de gratificações ao salário dos policiais da ativa e dos aposentados. De acordo com José Carlos Vítor Oliveira, diretor regional da associação, caso o governo não atenda às reivindicações dos policiais, a paralisação do próximo mês pode se transformar numa greve definitiva.
Ontem, veio a Bauru o presidente do Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo, João Batista Rebouças da Silva Neto. O dirigente se encontrou com policiais da cidade e região, no Teatro Municipal.