• Saia justa
A morte de Antonio Carlos Magalhães nem sempre foi lamentada. Prova disso ocorreu, ontem de manhã, durante um evento que reuniu diversas autoridades em um hotel bauruense. Um fotógrafo que cobria a reunião aproximou-se de um círculo de pessoas que assistia a TV noticiando o falecimento de ACM e tascou um “Graças a Deus!” seguido de um sinal da cruz no peito. O que ele desconhecia é que, na “rodinha”, estava Dudu Ranieri, líder municipal do DEM, o partido de ACM. “Não quis entrar em polêmica e não falei nada”, contou Ranieri.
• Chumbo trocado
Nem mesmo o fato de estar recuperando-se de uma cirurgia salvou o vereador bauruense Marcelo Borges (PSDB) de uma brincadeira. Dizem as más línguas que o tucano, “enciumado” com a possibilidade do prefeito de Agudos, Carlos Octaviani (PMDB), disputar a prefeitura bauruense no ano que vem, correu para realizar a operação naquele município, onde já “mora” em um hospital há cerca de uma semana. Esse seria o troco de Borges para uma eventual investida de Octaviani... Na verdade, ele operou lá porque o médico e a clínica eram de lá.
• Reunião pedetista
O diretório municipal do PDT reúne-se, na próxima quinta-feira, às 19h30, na sede da Associação dos Aposentados de Bauru. No encontro, segundo o vereador Antonio Faria Neto, serão discutidos os problemas da cidade e suas eventuais soluções. O ex-deputado federal João Herrmann Neto já confirmou presença. Faria Neto também adiantou que, na próxima semana, o partido também deverá reunir-se com lideranças do PSB, PC do B e PT para discutir uma eventual aliança, conforme o JC já havia noticiado recentemente.
• Pela estratégia
O presidente municipal do PMDB, vereador Alex Gasparini, comentou ontem que a ausência de direção e atividades na unidade regional da Funai em Bauru pode fazer parte de uma estratégia para esvaziar o papel da unidade, preparando-a para o fechamento. Ele disse ainda que ouviu comentáriopolítico vindo de Brasília (DF) que estratégia parecida poderia ser adotada paraas instalações do Ibama.
• Contas da cooperativa
A gestão anterior da Cooperativa de Crédito dos Servidores Municipais merece avaliação minuciosa. Além do prejuízo no exercício do mandato anterior, é preciso que sejam explicadas operações como a venda de imóvel amarrado a contrato de aluguel. É algo do tipo: eu te vendo minha casa mas você não precisa me pagar. Aluga-se o mesmo imóvel com mensalidades congeladas que são “descontadas” do valor da venda.
• Negócio da China
Esse tipo de negócio cai como uma luva para o interesse de terceiros e não dos servidores. Outra operação que merece ser levantada na cooperativa é sobra a compra de cerca de R$ 80 mil em móveis. De quem foram adquiridos os móveis? Há relação entre o interessado na compra e integrante da empresa que vendeu?
• Exemplo do Grêmio
Os exemplos de organismos que funcionam com parte da concepção no setor público e parte no privado não têm sido positivos em Bauru. O Grêmio Recretativo da Câmara até hoje não conseguiu recuperar todos os valores de empréstimos feitos sem qualquer documentação a terceiros, inclusive ex-vereadores. Na Cooperativa a má gestão identifica que até hoje não conseguem ter de volta valores levantados em favor do ex-diretor da Emdurb, Jorge Monteiro, mesmo com confissão em documento. A conta quase chega a R$ 50 mil.