Entrelinhas

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Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sem politicagem!

A manchete de hoje mostra claramente que se há um aeroporto em condições de receber um terminal de cargas internacional este é o Moussa Tobias, de Bauru. As obras por aqui ficariam quase cinco vezes mais baratas do que no aeroporto Leite Lopes, que ainda tem outros problemas, como se verá nos tópicos abaixo. Se o governo federal não se deixar levar pelo jogo partidário, vai evitar prejudicar Bauru e grande região mais uma vez. Já chega a Gerel, que está entalada na garganta de mais de um milhão de eleitores e certamente vai entrar nos cálculos eleitorais de 2010.

• Pedra no sapato 1

A Promotoria de Ribeirão Preto não tem dado moleza para os que defendem a ampliação do aeroporto Leite Lopes. Depois de o titular do Meio Ambiente ter se manifestado contra a possibilidade, agora foi a vez do promotor da Habitação, Antonio Alberto Machado, entrar na briga com uma ação que pode tornar-se mais uma “pedra no sapato” contra a iniciativa. Machado solicitou judicialmente nova perícia para determinar a abrangência do ruído causado pelo terminal aéreo.

• Pedra no sapato 2

A exigência de Machado faz parte de um processo iniciado pelo próprio promotor, que reivindica a desativação do aeroporto ou a remoção das famílias da área de risco. Em entrevista ao jornal A Cidade, de Ribeirão Preto, ele declara que, da maneira atual, o aeroporto está ilegal. O promotor quer saber se a área considerada de risco no Estudo de Impacto Ambiental (Eia-Rima) - que ainda carece de aprovação - elaborado para a ampliação do terminal aeroviário é a mesma que o Eia-Rima prevê a desapropriação.

• Pedra no sapato 3

O que o promotor Machado estima é que a área enquadrada na zona de ruído pode ser maior do que avalia o próprio projeto de ampliação do Leite Lopes. Segundo esse mesmo estudo, para que a obra possa começar no aeroporto de Ribeirão Preto seria necessário desapropriar cerca de 1.800 imóveis, gerando uma quantia milionária de indenizações aos proprietários. Além do mais, trata-se de um aeroporto em área urbana, o que, pelos últimos acontecimentos, não é aconselhável.

• Cidade cadastrada

Após ler no JC a notícia sobre o Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública Infantil (Proinfância), que tem como uma de suas metas a construção de 400 creches por ano, o vereador Primo Mangialardo (PV) enviou e-mail à secretária de Educação, Ana Daibem, alertando sobre o prazo para cadastrar o município no programa. E foi atendido. “A cidade agora poderá ser contemplada, pois ela já cadastrou Bauru”, informou o parlamentar.

• Período de seleção

Em ofício encaminhado ao parlamentar, Daibem agradeceu a Mangialardo pela preocupação demonstrada com o setor e esclareceu que após o próximo dia 27 deste mês serão selecionados os municípios que atenderão os perfis e os critérios de prioridade estabelecidos pelo Ministério da Educação. É de união política e administrativa que Bauru precisa e parece estar conseguindo ultimamente. Viva as divergências, mas desde que não atrapalhem.

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