Entrelinhas

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Da Redação
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• Além da politicagem

Ao comentar a reportagem da edição do último domingo do JC, o vereador bauruense João Parreira (PSDB) afirmou ter convicção de que a decisão pela ampliação do aeroporto Moussa Tobias para receber um terminal de cargas não será afetada pela política ruim. “Por mais que o ex-ministro Palocci tenha força política, essa discussão ultrapassa os limites do prestígio político. O que temos de fazer é mostrar tanto para os governos federal e estadual, além da Anac, Infraero, Daesp e o governador José Serra, que a opção por Bauru é mais racional e mais barata”, sustentou.

• Um pacote político

Para Parreira, resposta política foi o pacote do governo federal para tentar amenizar o caos aéreo, que para o parlamentar não tem sentido e efeito prático algum. “Todos os aeroportos da Capital já estão operando no limite e o pacote que o governo fez foi feito para se dar uma resposta à sociedade, que é muito mais política do que viável na prática. Lançá-lo dentro dos limites já estabelecidos não tem como mudar nada”, enfatizou o parlamentar.

• Obstáculos de anos

O mesmo Parreira resgatou a informação levantada pelo JC de que Ribeirão Preto terá enormes dificuldades para conseguir desapropriar os cerca de 1.800 imóveis necessários à construção de um terminal de cargas no aeroporto Leite Lopes. Para o parlamentar, uma eventual ação judicial contestatória já seria suficiente para “amarrar” todo o processo. “Com a morosidade das decisões judiciais, um proprietário de um único imóvel pode demorar até três anos para desocupar o bem. Agora imagine para fazer isso em milhares deles”, ponderou.

• Entorno do aeroporto

A Câmara Municipal precisa garantir o entorno do aeroporto Moussa Tobias desde já e isso se faz votando a revisão do Plano Diretor. Revisão esta que, justiça seja feita, só foi amplamente discutida por não mais que quatro parlamentares. Quem leu mesmo o documento e discutiu até agora foram Majô Jandreice (PC do B), Paulo Madureira (PP) e Marcelo Borges (PSDB). Outros dois parlamentares folhearam os artigos.

• Apenas uma miragem

Quem observou o saldo das duas principais contas-correntes da prefeitura, publicados por obrigação legal no Diário Oficial de Bauru do último sábado, pode ter levado um susto. É que a conta movimento, que recebe os repasses e receitas dos principais tributos, apresenta R$ 20,4 milhões de saldo. Já a conta vinculada, que recebe os repasses de convênios da Saúde e Educação, entre outros, tem R$ 27,1 milhões de saldo.

• Conteúdo das contas

Na primeira, o saldo mostra que a prefeitura está mantendo reservas para algumas contas anuais, como o precatório e a segunda parcela do 13º salário. Na segunda, a administração vai acumulando valores para ir liquidando empenhos (obrigação de despesa) já confirmados. Mas em alguns setores há demora mesmo para consumir o que tem no caixa. Basta olhar para o fundo do Zoológico e para a área de projetos de assistência social (que é gerido por entidade de fora da gestão pública), como exemplos.

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