• Nilson comenta
Ao comentar a manchete da edição de ontem do JC, que mostrou que uma escola no núcleo Isaura Pitta Garms pode desabar, o ex-prefeito Nilson Costa afirmou que a obra só não foi reiniciada porque o Estado construiu uma Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) próxima ao local para atender à demanda da região. Ele diz que não teria mais sentido terminar essa Emef porque não haveria aluno.
• Atuação jurídica
Conforme levantou o JC na matéria, a prefeitura rescindiu o contrato com a empreiteira na época, ainda na gestão passada. Mas não houve fiscalização e nenhuma medida para responsabilizar a contratada pelos prejuízos. A ação cautelar de antecipação de provas trouxe um laudo pericial que confirmou irregularidades na obra. Agora falta a prefeitura acionar a empresa e buscar o ressarcimento.
• Fiscalização falha
A execução da ponte do Mary Dota, o esfarelamento de algumas quadras de calçadas na avenida Getúlio Vargas, as irregularidades na construção dos blocos de escola no Bauru 1, o telhado que foi escorado para não desabar em outra escola da periferia (todas do governo passado) e os erros na estrutura da nova sede do Samu, neste ano, confirmam uma deficiência grave do governo passado: ausência de fiscalização e acompanhamento das obras.
• Povo paga preço
O aparelho público precisa que todos os seus mecanismos internos funcionem bem para que as possibilidades de erros e prejuízos sejam reduzidos. Não basta o setor de licitação agir dentro da lei. Quem elabora o edital precisa ser competente e o serviço de inspeção e acompanhamento da obra tem de funcionar. O preço do erro é caro para a população, que fica sem o equipamento público e vê o dinheiro sendo utilizado em esqueletos.
• Por que demorar?
Se os mecanismos de fiscalização de obras não estão funcionando, alguém está sendo negligente ou omisso. O remédio natural para essa “doença administrativa” está na Corregedoria. Tem de se atacar com sindicância e com processo administrativo. É preciso corrigir falhas. No caso da escola do Bauru 1, o laudo pericial aponta indícios de falha humana na fiscalização da obra. Para que esperar por mais uma avaliação por comissão interna? Por que não se vai direto para a apuração em sindicância?
• Cansado de bancar
O presidente do diretório municipal do DEM, Dudu Ranieri, disse já estar se cansando de bancar despesas no partido e ninguém ajudar em nada. “Nunca o partido, em nível estadual e nacional, mandou um centavo para a gente. Já estou cansando, pois é só bater nas costas e conversa fiada. É duro manter partido assim. Ninguém ajuda em nada e em hora nenhuma”, reclamou, farto de bancar churrascadas.
• “Aos oportunistas”
Sempre com a língua afiada, Ranieri também mandou um recado aos pretensos candidatos que esperam os últimos momentos para se definir por uma legenda. “Tenho convidado muitas pessoas, já ex-vereadores, para o partido, mas as pessoas não escutam e só pensam lá na frente. Pode ocorrer de não ter mais vaga no DEM e só ter em outro, pois o partido não cai do céu e não vai ficar à mercê dessa gente”, frisou.