Islamabad - Com medo de novos ataques como o atentado suicida em um hotel a cerca de 500 metros da Mesquita Vermelha de Islamabad anteontem, o Paquistão reforçou as medidas de segurança. O número de mortos por conta do atentado aumentou para 14. Cerca de 50 pessoas foram feridas.
O dispositivo policial foi aumentado em volta do local e as autoridades começaram a pintar de branco uma parte da mesquita que foi pintada de vermelho pelo fiéis que ocuparam o local na quarta-feira.
As autoridades paquistanesas investigam também de que forma o homem-bomba conseguiu realizar o atentado no coração da capital. O Paquistão enfrenta uma onda de atentados suicidas que já mataram mais de 180 pessoas desde o cerco e invasão da Mesquita Vermelha pelo Exército, há mais de duas semanas.
A explosão ocorreu no mesmo dia em que centenas de estudantes e fiéis islâmicos invadiram a Mesquita Vermelha para exigir a volta do clérigo radical Abdul Aziz, afastado pelo governo, à Mesquita Vermelha.
Cerca de 50 pessoas foram presas. O atentado ocorreu pouco depois que a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes. Abdul Aziz, que os islâmicos querem trazer de volta para a mesquita, está atualmente detido pelo governo.
Ele liderou muçulmanos que protestavam contra o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, na maior parte do cerco e a invasão da Mesquita Vermelha.