O trabalho hoje é fonte de muitos prazeres. Pelo menos, deveria ser. Afinal, é nele em que passamos a maior parte dos nossos dias. Ao escolher uma fonte de renda, devemos sempre pensar se é realmente isso que gostaríamos de fazer para o resto de nossas vidas.
Mas, e quando não podemos escolher? Somos escolhidos. Não existem garantias de que essas práticas, que agora deverão ser habituais, irão nos fazer bem. Mesmo quando a escolha é nossa, não temos. É exatamente nesse ponto que devemos refletir se o trabalho, como ele é atualmente encarado, é saudável. A cada dia que se passa, são maiores os índices de afastamento por: stress, fadiga, depressão, entre outros. Isso é sinônimo do desgaste no sistema de produção.
Outro indício de que a atividade cotidiana vem destruindo ao invés de construir, é exatamente o desemprego. Esse monstro da sociedade atual amedronta e leva as pessoas a extremos. Diante do pesadelo de ficar “na rua”, milhares de trabalhadores se sujeitam a funções que fogem de suas habilidades. Desse modo, a força disponível é aproveitada de forma errônea e ineficiente. Isso gera insatisfação e falta de motivação que, por sua vez, reduz o rendimento. E o que acontece? Desemprego.
Para sair desse ciclo, devemos pensar grande e investir significativamente. Para isso, mais uma vez o governo precisa de iniciativas. Apostar numa boa educação de base e em profissionais qualificados. Subsidiar o primeiro emprego, e também garantir as funções dos profissionais qualificados. Mas, tratando-se de Brasil, isso é mais um pesadelo que portador de políticas públicas, poderá tornar-se quiçá um sonho.
Denise Capasso da Silva - RG 34975641-7