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Após 30 anos de pesquisa, professor da FOB conclui que cárie não é doença

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Após 30 anos de estudo e pesquisa, o professor doutor do departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da Universidade de São Paulo (USP), José Eduardo de Oliveira Lima concluiu que cárie não é doença.

Desde a década de 60, a cárie é classificada como uma doença infecto-contagiosa de origem multifatorial. Esse conceito tem gerado divergências na elaboração de estratégias preventivas entre epidemiologistas e profissionais da saúde.

Segundo o novo conceito criado por Lima em sua tese de livre docência, a cárie passa a ser apenas uma lesão do esmalte de causa local, ocasionada simplesmente por um desequilíbrio da biodiversidade da cavidade bucal, e não mais por fatores determinantes.

Uma pesquisa realizada com mais de 600 crianças, baseada no conceito de Lima ao longo destes 30 anos, mostrou resultados 30 vezes melhores do que os encontrados na literatura odontológica mundial. O índice tradicional é de uma incidência de 0,1 cárie por ano. Lima comprova um percentual de 0,03.

Além de se repensar teorias e estratégias de prevenção, o novo conceito promete provocar mudanças no direcionamento de pesquisas, no ensino e na prática odontológica e, como resultado, proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas.

De acordo com o estudo de Lima, baseados nesse novo conceito, a dieta, bem como as tarefas diárias de escovação, deixarão de ser um problema.

No Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde no período de maio de 2005 a novembro de 2006, em populações urbanas e rurais de 250 municípios de cinco regiões do País, aponta que quase 38% das crianças de 18 a 36 meses perde precocemente pelo menos um dente decíduo (dente-de-leite) com cárie dentária – a proporção chega a 60% nas crianças de cinco anos de idade. Nos dentes permanentes, a incidência de cárie medida pelo índice de Dentes Perdidos, Cariados e Obturados (CPOD) avança rapidamente conforme a faixa etária. A média é de 4,8 nas crianças de 12 anos, 8,2 nos adolescentes, 24,1 nos adultos e 37,8 nos idosos.

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