Especialistas do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina estarão em Bauru a partir do próximo dia 21 quando participam da terceira reunião técnica interna para discutir as condições do Aqüífero Guarani, uma espécie de evento precursor à 2.ª Jornada Aqüífero Guarani, que será realizada entre os próximos dias 22 e 24, no Teatro Municipal da cidade.
São 23 técnicos representantes de setores ligados à área de estudos das condições do aqüífero que, em reunião paralela à jornada, vão discutir a definição do modelo hidrogeológico do Aqüífero Guarani, segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
A preocupação com o aqüífero é fundamentada em vários aspectos que acionaram o sinal de alerta quanto à exploração indiscriminada de suas águas. Isso porque o consumo global de água está dobrando a cada 20 anos, mais que o dobro da taxa populacional. Outro agravante está ligado à tecnologia e sistemas de serviço de saneamento públicos, que permitiram às pessoas usar muito mais água do que elas realmente necessitam.
Além da exploração indiscriminada, que pode reduzir drasticamente o suprimento de águas subterrâneas, outro debate gira em torno do risco de contaminação de lençóis freáticos, que podem acabar repercutindo no Aqüífero Guarani, que abastece 60% da população de Bauru. Estima-se que 1,5 bilhão de pessoas - cerca de ¼ da população mundial - dependa atualmente de água subterrânea para obter a água de beber.
“Aqüíferos como o Guarani são privilegiados por estarem mais protegidos, mas estão correndo risco de degradação”, alerta o presidente do DAE, José Clemente Rezende. Aspectos legais e institucionais na gestão do aqüífero, sua estrutura geológica, ordenamento ambiental das áreas de recarga, projetos em andamento, comunicações de iniciativas e projetos sobre o Aqüífero Guarani fazem parte da 2ª Jornada em Bauru, que reunirá prefeitos, autoridades e gente de todas as partes da América Latina engajadas na luta pela preservação do principal produto voltado à preservação da vida: a água.