Esportes

Damião apresenta técnico e, em tom de desabafo, alfineta empresariado

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

Presente na apresentação do novo técnico noroestino, José Carlos da Silva Fescina, o presidente do clube, Damião Garcia, ofuscou a chegada do treinador e foi o centro das atenções, ontem de manhã, no complexo Alfredo de Castilho.

Na sala de imprensa do clube, integrantes de todos os setores da imprensa de Bauru cercou Damião, que, com a palavra, cobrou empenho dos jogadores, falou das finanças do clube e criticou a ausência dos integrantes do Conselho Deliberativo nas reuniões.

“A gente faz reuniões aqui no Noroeste para discutir a situação do clube e não aparece ninguém. O pessoal (conselheiros) não dá atenção nenhuma às coisas. Fica muito difícil tocar um clube assim sozinho. Precisamos moralizar o Conselho. A pessoa tem que se decidir se quer ou se não quer ajudar o Noroeste. O povo bauruense tem a obrigação de fazer isso, mas se eles não querem ajudar eu não posso fazer nada. Agora, se não for possível eu vou tentar trocar os integrantes do Conselho”, alfinetou.

O presidente noroestino também comentou a falta de apoio do empresariado bauruense. “Tenho falado para toda a imprensa que eu gostaria da ajuda de outros empresários para poder manter o Noroeste, mas não aparece ninguém. Ninguém dá um apoio. Eu não preciso de ninguém e ninguém precisa de mim, mas todos nós bauruenses precisamos do Noroeste. O Noroeste é o símbolo da cidade de Bauru”, ressalta Damião Garcia.

Sobre sua saída da presidência do Noroeste, Damião confirmou que ainda tem essa vontade, porém, só vai realizá-la quando aparecer alguém para substituí-lo. “Tenho dó de deixar o clube se não tiver alguém para tocá-lo. Se aparecer alguém para ficar com o Noroeste, que tenha dignidade, eu gostaria muito que acontecesse isso”, analisa.

Questionado sobre o comentário de que confirmada sua saída tentaria reaver o dinheiro investido, Damião Garcia negou. “Eu deixaria o clube como está. Não vou cobrar nada de ninguém. Eu só quero que dêem seqüência naquilo que já foi feito. Só isso”, explicou.

Planejamento

Mesmo após a eliminação da equipe da Série C do Campeonato Brasileiro, Damião Garcia avaliou a importância de ter disputado a competição. “Agora tem a loteria do governo, a Timemania. Se não disputássemos a Série C, não poderíamos entrar nessa loteria. Não poderíamos deixar de participar. Pensando em tudo isso, eu fiz esse sacrifício de participar. Nesse aspecto foi positivo.”

Para a próxima temporada, o presidente espera que novos parceiros apareçam. “Precisaria aparecer várias pessoas. Eu gostaria que isso acontecesse. Se isso não acontecer, eu não posso largar o Noroeste de uma hora para outra. Bauru é a minha terra. Eu devo muito ao Noroeste, que me deu muita alegria na minha juventude. Farei um planejamento para disputar o Campeonato Paulista. Para uma competição como o Paulistão temos o gasto mínimo de R$ 600 mil por mês”, conclui.

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