Economia & Negócios

‘Um clube aos pés da sua residência’

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um grande complexo de lazer e entretenimento com sauna, piscinas, solarium, quiosques, sala de ginástica, quadra poliesportiva e playground integrados aos edifícios residenciais. Este é o conceito de condomínio clube, empreendimento que vem ganhando força nos últimos dez anos em razão do crescimento desordenado das cidades, da violência urbana e dos novos modos de vida da sociedade moderna.

Com a redução dos espaços urbanos e os crescentes problemas de locomoção e de segurança, o mercado imobiliário tem investido cada vez mais em edificações verticais que ofereçam uma grande variedade de serviços sem que os moradores precisem sair de casa.

“É uma área de lazer completa, um clube aos pés da sua residência. As pessoas estão muito preocupadas com a qualidade de vida e o condomínio clube passa a ser um atrativo a mais para que elas tenham tudo a seu alcance”, salienta Rodrigo Riad Said, arquiteto da Residec, construtora que trabalha com este tipo de edificação em Bauru.

Para todos

Até pouco tempo uma exclusividade das edificações de alto padrão, os condomínios clube agora estão aliando as grandes áreas comuns de lazer a espaços privados menores. A tendência se dá graças à expansão do crédito de moradia e à transformação do conceito de família. Hoje, há casais com apenas um, dois, ou nenhum filho, descasados e jovens que não moram com os pais, o que obrigou o mercado imobiliário a criar um produto que não demande mais espaços amplos para acomodar um grande número de pessoas.

Reduzido o tamanho das unidades privadas, os preços ficam mais acessíveis aos compradores com menor poder aquisitivo. “Além disso, o grande volume de apartamentos faz com que o custo de manutenção desses serviços também fique palpável para a classe média”, afirma Romeu Chap Chap, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) de São Paulo. “As imobiliárias estão encontrando formas de concentrar muitas unidades, mas oferecendo segurança e uma boa administração coletiva para preservar a qualidade do empreendimento”, frisa.

Com a redução dos índices de inflação, as constantes quedas nas taxas de juros e a conseqüente entrada de capital estrangeiro, a atual conjuntura econômica do País favorece a expansão desse tipo de empreendimento, segundo Chap Chap. “A necessidade de reduzir custos ocorre em razão da grande concorrência entre as empresas construtoras incorporadoras. A concorrência entre os bancos também é grande e nunca houve tanto dinheiro disponível para financiamento como agora”, salienta.

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