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Notas 3


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• Atitude sóbria

A Nissan resolveu pensar na segurança também de quem está do lado de fora de seus carros. A montadora criou um sistema de proteção ao pedestres, chamada de Poup-up Engine Hood, que faz com que o capô faça um movimento em caso de atropelamento – o que reduz os ferimentos na cabeça da vítima. O conceito é baseado em criar mais espaço entre pedestre e o motor para evitar o choque do pedestre com objetos mais resistentes.

Já um segundo sistema de segurança visa proteger o motorista de si mesmo. O Anti-Drink driving Technology consiste em vários dispositivos que agem para detectar se o motorista ingeriu bebidas alcoólicas. Sensores no câmbio e nos assentos do motoristas percebem a presença de álcool pela transpiração. Quando um alto nível de álcool for detectado, o sistema automaticamente tranca a transmissão e imobiliza o carro. Além destes sensores, uma câmara de monitoração facial é implantada na altura dos olhos. Quando o sistema detecta sinais de sonolência, uma mensagem de alerta é emitida pelo sistema de navegação. Outro dispositivo monitora a condução do veículo. Se o sistema perceber que o motorista está andando de maneira estranha, não linear, uma mensagem é emitida e os cintos de seguranças apertados.

• Fim de caso

A DaimlerChrysler finalizou na última semana o processo de transferência do controle da Chrysler para o grupo de investimentos Cerberus Capital Management – que pagou US$ 7,4 bilhões pela marca. No dia 3 de agosto, o grupo alemão Daimler-Benz passou a ser dono de 19,9% do capital da fábrica americana, enquanto o grupo Cerberus – novo proprietário da Chrysler – ficou oficialmente com os 80,1% restantes das ações.

Com a aquisição, a Chrysler volta a ser independente e americana. E a DaimlerChrysler AG volta a ser chamada de Daimler AG, a partir do dia 4 de outubro, quando ocorrerá uma reunião extraordinária dos acionistas do grupo alemão em Berlim.

E uma das primeiras medidas tomadas pela Chrysler foi voltar a usar o antigo logotipo com a estrela de cinco pontas da marca, o “Pentastar” – como é chamado nos Estados Unidos. O símbolo substitui o desenho do clássico escudo com asas, utilizado durante os últimos nove anos, quando o grupo americano esteve vinculado à Daimler. Além do logo, a Chrysler também confirmou que Norbeti Nardelli é o novo CEO da empresa. O executivo é ex-presidente da Home Depot, uma das maiores redes de lojas de materiais de construção dos Estados Unidos.

• Pé no freio

Um estudo realizado recentemente pela Brembo, fabricante italiana de sistema de freios para carros e fornecedora de marcas como Ferrari e Harley Davidson, apontou uma série de problemas na fabricação de sistemas de frenagem vendidos na Europa. Após uma bateria de testes que envolveu 3.000 freios comercializados no continente, a Brembo concluiu que muitos dos produtos analisados não seguem os padrões exigidos na região e outros sequer passam por controles de qualidade mais rígidos.

De acordo com o relatório, cerca de 8% dos sistemas de freios avaliados tem problemas de montagem e 4% não apresentam nem mesmo o selo da marca - característica mais comum nos sistemas importados da China. Por outro lado, tais “descuidos” na linha de produção podem gerar uma economia para as fabricantes de até 40% em relação aos sistemas produzidos dentro dos padrões de qualidade exigidos. Só que essa contenção de gastos não é repassada ao consumidor final. O documento alerta ainda que a economia obtida com “artimanhas” pode custar vidas: aproximadamente 5% dos modelos analizados pela Brembo foram classificados como “radicalmente perigosos”, enquanto 35% dos sistemas geram vibrações nos primeiros quilômetros de uso.

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