Jaú - Está marcada para hoje uma reunião entre os vereadores de Jaú (47 quilômetros de Bauru) com lideranças políticas de cidades vizinhas para discutir uma possível ajuda de custo ao orçamento do Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa.
O encontro tem o objetivo de expor a situação financeira da entidade aos prefeitos - de municípios da microrregião que usam os serviços da Santa Casa - e tentar convencê-los a contribuir com os custos.
Na semana passada, o vereador Tito Colo Neto (PSDB) apresentou aos parlamentares um requerimento questionando o volume de atendimento e os custos dos serviços médicos do hospital. Na última sessão do Legislativo, o próprio vereador indagou que parte do déficit de R$ 13 milhões acumulados pela entidade se deu também pela falta de apoio financeiro das prefeituras vizinhas quando trazem pacientes para o PS do Hospital.
“Sabemos que a Santa Casa de Jaú encontra-se em dificuldades financeiras e muito pouco se faz para diminuir o prejuízo. Se o atendimento da Santa Casa fosse apenas direcionado à população jauense seria aceitável, porém o déficit maior é originado das cidades vizinhas que usam e abusam do hospital”, critica Coló Neto.
No entanto, o temor é que, tanto os prefeitos quanto os representantes dos Legislativos das cidades convidadas, não compareçam à reunião, como ocorreu em 2005. “Espero que não aconteça o que houve naquela reunião, quando, em 2005, o vereador José Mineiro de Camargo (PSB) propôs um encontro, porém ninguém compareceu, frustrando a expectativa de todos os colegas de parlamento”, comentou a presidente da Casa, Rita de Cássia Chacon (PTB).
Por conta disso, a vereadora Maria Heloiza Campana Almeida Leite apresentou, nesta semana, um requerimento sugerindo ao poder executivo que forme uma comissão técnica para apoiar a iniciativa dos vereadores, uma vez que a Prefeitura de Jaú repassa R$ 200 mil mensais à entidade para manter o PS.
“Acontece que a maioria dos casos de atendimento de urgência e emergência seria com pessoal de fora de Jaú”, diz a vereadora. “É importante que a prefeitura forme um grupo de trabalho para tentar uma possível resolução aos problemas enfrentados pela Santa Casa”, conclui.
Colaboração
Cidades como Boracéia, Itapuí, Bariri, Torrinha, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê e Bocaina são algumas das que utilizam os serviços da entidade. A vereadora ressalta que é a favor do atendimento aos moradores destes municípios, mas que é preciso colaboração financeira. “Eu não acho humano negar atendimento a outra pessoa só porque é de outra cidade”, completa.
Segundo a parlamentar, uma solução, por exemplo, seria fazer como a Prefeitura de Bocaina, que contribui conforme o número de pacientes da cidade atendidos no PS. “Conforme vem o paciente, eles (os municípios) contribuem”, explica.
O vereador Carlos Alberto Lampião (PV) sugeriu também que os parlamentares fizessem um plantão na porta do hospital para tentar mapear o número de pacientes que moram em outras localidades.
“Vamos fazer esse levantamento e perguntar qual é o número de pessoas que passa pelo pronto-socorro. Estou à disposição. Tenho certeza que outros vereadores também estarão”, disse a presidente da Câmara.