Economia & Negócios

‘Racha é inviável no momento’, diz Vaz

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) voltarão, a partir do mês que vem, a ter o mesmo presidente. Cláudio Vaz, atual presidente do Ciesp, deixará o cargo e Paulo Skaf, que já ocupa a presidência da Fiesp, assumirá também o comando da outra entidade.

Para Vaz, que esteve em Bauru ontem, manter uma única presidência para as duas instituições é o mais pertinente neste momento. “Na atual ocasião, acho que foi a melhor opção. Não é o momento para envolver a indústria num processo de disputa, que seria apenas para satisfação de egos pessoais. Lembro que o presidente é comum, as diretorias não. Vamos ter uma diretoria do Ciesp absolutamente distinta da diretoria da Fiesp”, ressalta.

Vaz enfatiza que, além das diretorias serem independentes, as entidades não deverão misturar pontos de vista de gestão, foco ou ação. “Elas terão vida própria e autonomia com o mesmo presidente”. Ele lembra que Skaf foi escolhido para assumir a presidência do Ciesp. “Não se trata de um destino, mas de uma opção. Foi uma escolha do Ciesp, que convidou Paulo Skaf para ser o presidente comum”, acrescenta.

Vaz acredita que Skaf não enfrentará dificuldades ao assumir o posto, já que a gestão das duas entidades sempre foi integrada. “Trabalhamos em coordenação. Não vai haver nenhuma surpresa, não vai acontecer nenhum imprevisto. Claro, tudo pode ser melhorado, aperfeiçoado, mas na minha avaliação não haverá nenhuma mudança de rumo”, completa.

Apesar das duas entidades terem tido presidentes “próprios” nesses últimos anos, Vaz avalia que ambas atuaram de forma autônoma, porém coordenadas e sem adversidades. “Demos uma identidade ao Ciesp, que hoje foi recompensado com o aumento expressivo do número de associados, principalmente com o fortalecimento de nossas diretorias regionais. Bauru é um grande exemplo disso. Nós mais do que dobramos os sócios na cidade nesses últimos três anos.”

Em todo o Estado de São Paulo, o quadro de sócios do Ciesp, segundo Vaz, registrou acréscimo de mais de 35%. “Hoje temos um Ciesp vivo, independente e harmônico com a Fiesp, o que é uma conquista”.

Para o atual presidente do Ciesp, a separação das duas instituições permitiu, nesse tempo, que cada entidade tivesse um foco mais definido de atuação, o que gerou resultados mais positivos. O destaque, ressaltou ele, ficou por conta das diretorias regionais, que foram muito mais atuantes e mais próximas da solução dos problemas que encontraram em cada lugar do Estado.

“Por outro lado, a Fiesp ganhou foco em determinados temas e com isso as duas se completaram”. Divergências naturais, segundo Vaz, ocorreram, mas nenhuma que levasse ao extremo de uma separação.

Região

A exemplo de Cláudio Vaz, o diretor regional do Ciesp em Bauru, Ricardo Coube, está deixando o cargo. A partir do mês que vem, o empresário Domingos Malandrino assume o posto. Para Coube, o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos atingiu as expectativas e, sobretudo, ampliou a área de abrangência da entidade no Interior do Estado de São Paulo.

“O grande mérito foi que nós regionalizamos o Ciesp como ele nunca havia sido. Hoje, estamos com bases fortes em Pederneiras, Agudos, Iacanga, Cafelândia, Arealva. Isso está fazendo com que o Ciesp se torne para a região uma entidade realmente percebida como representante dos interesses do setor industrial”, destacou.

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