Nacional

Jobim critica Anac por uso de norma inexistente

Folhapress
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Resende - A informação, divulgada anteontem à noite na CPI do Apagão Aéreo, de que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) utilizou um documento sem validade legal para impedir que a Justiça restringisse operações em Congonhas levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a criticar o órgão ontem. “Isso mostra que há necessidade de reestruturação absoluta da agência”, afirmou ele em Resende (sul fluminense).

Após a cerimônia de entrega de espadins a cadetes da Turma Emílio Garrastazu Médici da Academia Militar das Agulhas Negras, Jobim afirmou que o caso será examinado amanhã e que, se necessário, será aberto inquérito administrativo.

Na quarta-feira passada, Denise Abreu, diretora da Anac, disse no Senado que o documento - uma Informação Suplementar (IS) que proibiria pousos em Congonhas de aviões sem um dos reversos (sistema auxiliar de frenagem) - era apenas um “estudo interno” e que fora publicado na Internet por engano. Mas o deputado Vic Pires (DEM-PA) descobriu o uso oficial dele em fevereiro. No acidente de 17 de julho em Congonhas, o Airbus da TAM estava com um reverso inoperante.

Ao contrário do que disse na sexta, o ministro reconheceu que a reforma da pista principal do aeroporto de Guarulhos, que começa amanhã e deve durar até 30 de novembro, causará transtornos aos passageiros. “Eu havia dito que nós precisamos, em alguns casos, sacrificar o conforto. A segurança se impôs”, afirmou Jobim. Ele acredita que será possível fazer uma “remodelagem de horários”, retirando vôos dos horários de pico de Guarulhos. Se isso não for suficiente, parte dos vôos será deslocada para Viracopos durante as obras, disse ele, descartando Congonhas como alternativa.

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