Como militante, acho bom estar em um partido que tem tantos pré-candidatos de qualidade, interessados em disputar a eleição majoritária do ano que vem. Todos os pré-candidatos têm méritos e qualidades para encabeçar a disputa que se aproxima, mas somente um será o escolhido, daí nos vemos diante de uma tarefa espinhosa: como escolher o melhor candidato?
O processo de escolha, ao meu ver, deve transcender o PSDB, afinal, estamos tratando de um assunto que interessa a toda a população bauruense, motivo pelo qual torno pública minha opinião, a qual irei defender, com veemência, dentro do partido, no diretório e na executiva.
Não podemos esquecer que o processo eleitoral é um processo de transferência de poder, afinal, no regime democrático todo poder pertence ao povo, que o transfere através do voto. Sendo assim, o verdadeiro detentor do poder, ou seja, o povo, deve ser amplamente ouvido neste processo de escolha, através de uma pesquisa séria, sobre quem deverá ser o candidato do partido.
A tese ora apresentada com certeza irá desagradar alguns caciques tucanos, afinal, nesta metodologia seu poder de indicar, apadrinhar e abençoar determinada candidatura se perde ante a vontade manifesta, de forma direta, pelos eleitores.
Seria temerário para o partido indicar como candidato, através de um processo interno restrito, alguém que tivesse apenas um bom curriculum ou um bom poder de articulação, boas amizades, mas pouca penetração popular. Temos que tomar cuidado, para que a vaidade dos pré-candidatos não sirva de lenha que alimente uma fogueira interna, que acabe por queimar a chance real que o partido tem de vencer as próximas eleições. Por um PSDB unido e em sintonia com a população de Bauru, tendo um candidato que reflita a sua vontade, afinal, será ela que irá elegê-lo.
Pili Cardoso, advogado, filiado ao PSDB, membro do diretório e da executiva municipal