São Paulo - O Palmeiras chegou ao clássico de ontem com a pretensão de se firmar como um dos candidatos ao título do Campeonato Brasileiro, mas deixou o gramado do Parque Antártica com uma derrota por 1 a 0 justamente contra o time que parece mais próximo de ser campeão, o líder São Paulo.
O resultado manteve a equipe do Morumbi com uma relativa folga na liderança. Atual campeão nacional, o São Paulo tem 47 pontos, oito a mais do que o Cruzeiro, que disputou uma partida a menos.
Se o time do técnico Caio Júnior defendia uma invencibilidade de quase um mês, a seqüência de bons resultados do São Paulo é maior ainda. O clube, que sofreu apenas sete gols em 22 jogos na competição, não cai desde o dia 18 de julho, quando perdeu para o Fluminense. Desde então, já são dez partidas sem perder no Nacional. Nas últimas seis dessas, a defesa comandada pelo goleiro Rogério ficou intacta. O último gol sofrido aconteceu no dia 2 de agosto, contra o Juventude, em vitória por 3 a 1 no estádio do Morumbi.
Com a superstição a seu lado, o time da casa entrou em campo com as tais meias da sorte - a mesma usada nos triunfos sobre Figueirense e Flamengo. E estava empolgado, afinal vinha de cinco jogos sem perder (quatro vitórias e um empate). O problema do Palmeiras é que o rival também estava otimista. E em melhor fase.
O jogo
Com Edmundo isolado na frente e Valdívia com liberdade para se aproximar, o Palmeiras iniciou melhor a partida. O veterano atacante não ficava fixo no meio dos três zagueiros são-paulinos e recuava para abrir espaço para as entradas de seus companheiros. Em um desses avanços, aos nove minutos do primeiro tempo, Makelele recebeu passe livre e bateu cruzado para difícil defesa de Rogério.
O primeiro chute a gol são-paulino aconteceu seis minutos depois e foi bem menos perigoso. Hernanes arriscou de longe, e a finalização saiu fraca, facilitando a defesa segura de Diego Cavalieri. Aos 23 minutos, o São Paulo, já melhor no jogo, novamente chegou e, deste vez, levou perigo real à meta palmeirense. Aloísio recebeu lançamento e, sem deixar a bola pingar, girou sobre o adversário e bateu a gol. Diego ficou com a bola.
Aos 35, foi a vez de Jorge Wagner obrigar o goleiro palmeirense a trabalhar. O ala-esquerdo bateu falta de longa distância no canto esquerdo de Diego, que se esticou todo e rebateu. Pouco depois, Jorge Wagner bateu cruzado e Souza não conseguiu empurrar a bola para a meta.
O gol que parecia próximo, aconteceu aos 40. E foi bonito. Dagoberto pedalou pela esquerda e tocou para Jorge Wagner, que tabelou com Aloísio no centro da área e deu um toque sutil, o suficiente para passar por Diego Cavalieri e abrir o placar.
A situação palmeirense ficou mais complicada no final do primeiro tempo, quando Caio Júnior perdeu o seu principal jogador, Valdívia. O meia-atacante chileno deixou o campo machucado e foi substituído por Luiz Henrique.
Para o começo da etapa final, Caio substituiu Dininho. Com um time mais ofensivo, o Palmeiras passou a jogar praticamente o tempo todo em seu campo de ataque, mas pecava pela pouca criatividade para passar pelo rígido sistema defensivo são-paulino.
Aos 21 minutos, Wendel avançou pela direita e cruzou para Makelele que, livre, cabeceou forte, mas Rogério fez a defesa. A resposta são-paulina demorou quatro minutos e teve Diego evitando o gol de Hernanes. O goleiro palmeirense, mais uma vez, foi fundamental para o time não tomar mais gols.
Aos 30 minutos, o Palmeiras chegou a marcar um gol, com, com Max. No entanto, o árbitro Djalma Beltrami, atendendo uma determinação de um dos seus assistentes, anulou o lance por impedimento. Os palmeirenses reclamaram.
Fechado, o time do Morumbi jogou tranqüilo, como sempre faz. Sem se desesperar em nenhum momento, garantiu a vitória no Palestra.