Economia & Negócios

Planejamento garante viagem tranqüila

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 4 min

As férias de fim de ano se aproximam e muita gente já começa a pensar para onde vai viajar. No entanto, são poucos os que se programam ao ponto de evitar imprevistos de última hora, como um problema mecânico com o carro ou até mesmo onde vai deixar o cachorro enquanto estiver fora.

Planejar detalhes como esses é fundamental para evitar aborrecimentos às vésperas do passeio e, sobretudo, gastos inesperados. Muita coisa pode começar a ser pensada e providenciada desde já, afinal, faltam pouco mais de três meses para as festas e o recesso de fim de ano.

O mecânico Laurindo Benedito Júnior ressalta que é prudente às pessoas que pretendem pegar a estrada a partir de dezembro, começarem a agendar uma revisão para seus veículos. “É importante estar com o carro revisado até dois meses antes da viagem. Essa checagem pode evitar muita dor de cabeça na estrada”, diz o mecânico.

De acordo com ele, é fundamental que o motorista peça uma revisão detalhada do veículo, incluindo peças como correia dentada, velas, suspensão e freios. “Essas peças podem deixar qualquer motorista na mão e no meio do caminho. A manutenção preventiva é fundamental”, destaca.

Benedito diz que o investimento varia de acordo com o ano de fabricação e a nacionalidade dos carros. Em sua oficina, o orçamento dos modelos fabricados no Brasil varia entre R$ 500,00 e R$ 1 mil. Já o custo de uma revisão em carros importados ultrapassa os R$ 1 mil.

Outro detalhe que as famílias acabam deixando de lado e só lembram dias antes de viajar é a segurança da residência. Assim como a revisão do carro, o custo do serviço pode custar um bom dinheiro e desfalcar a reserva destinada à viagem.

Conforme Ronaldo Gaspar, sócio-proprietário de uma empresa de segurança em Bauru, equipar uma casa com cerca elétrica representa um custo médio de R$ 600,00. O morador gastará mais R$ 800,00 se também optar pelo sistema de alarme.

“Em média, o investimento gira em torno desses valores. É muito comum, no final do ano, as pessoas equiparem suas residências com esses aparelhos. A procura aumenta até 40%”, comenta.

O planejamento é a melhor providência a ser tomada para não ser pego de surpresa às vésperas de ‘pendurar a chuteira’ no final do ano.

O consultor econômico-financeiro Adriano Fabri aconselha uma poupança para a qual sugere destinar até 10% da renda que se obtém no mês. Caso seja inviável reservar esse percentual, Fabri recomenda poupar um valor menor a desistir da reserva.

“É uma alternativa. Guardando R$ 20,00 todos os meses numa caderneta de poupança, ao longo de anos é possível acumular uma boa reserva”, orienta. “Acredito que a família não deva pensar só nos imprevistos das viagens, mas também nas situações inesperadas que podem ocorrer no dia-a-dia”, completa.

Contas

Na opinião de Fabri, é preciso avaliar a situação financeira com cautela antes de confirmar a viagem. “É preciso ponderar bastante, porque não adianta sair para descansar e depois ficar com as contas desequilibradas. Qualidade de vida é composta por saúde, profissão, relacionamentos, espiritualidade e finanças. Portanto, não adianta viajar e voltar com um dos fatores da qualidade de vida comprometido”, defende.

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Orçar antes de viajar

Ao programar a viagem de férias, é fundamental que a família não despreze nenhuma despesa que faça parte do orçamento mensal.

O consultor econômico-financeiro Adriano Fabri sugere pôr na ponta do lápis todas as contas e grupos de despesas, a fim de se obter um termômetro da possibilidade de assumir ou não o compromisso do passeio.

“Dessa forma, será possível verificar que tipo de viagem poderá ser feita e qual valor de parcelamento caberá no orçamento, isso no caso de quem precisar desse plano”, acrescenta Fabri.

Quem pretende viajar, mas não adotou nenhuma das orientações citadas por Fabri, ainda pode tentar poupar recursos e equilibrar o orçamento. O consultor, no entanto, faz uma ressalva.

“Tudo vai depender da capacidade de poupança que o orçamento permitir. Mas é possível sim, inclusive de comprar os pacotes antecipadamente e conseguir melhores preços”, ressalta.

O consultor diz que outra alternativa é frear os gastos durante o passeio e tentar parcelar o pacote ou as despesas de hotel e transporte.

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