Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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ROGÉRIO CENI, O MAIOR DESTAQUE

O principal destaque da rodada foi o goleiro Rogério Ceni, que garantiu o empate do São Paulo (0 a 0) contra o Atlético Mineiro. Outros destaques foram Santos e Grêmio. Demorou, mas o Peixe está no G-4, depois do sufoco na vitória de virada sobre o Inter, na Vila. Além de entrar na zona de classificação para a Libertadores, o time de Vanderlei Luxemburgo reabilitou-se da derrota para o Corinthians. No Olímpico, o Grêmio não tomou conhecimento do Vasco, mas os dois estão bem colocados e na cola do grupo dos quatro melhores. Corinthians e Flamengo venceram seus jogos e respiram no Campeonato Brasileiro. Embalado pela vitória no clássico de domingo, o Corinthians penou, mas ganhou - fez o necessário para bater o lanterna América-RN no Pacaembu. Com a segunda vitória consecutiva, o Alvinegro chegou ao nono lugar e já sonha com vôos mais altos. Já o Flamengo, saltou para o décimo-quarto, ao golear o Figueirense no Maracanã e derrubar Mário Sérgio, técnico do Figueira. A surpresa de quarta-feira foi a vitória do Juventude sobre o Cruzeiro, quebrando uma invencibilidade de nove jogos do time celeste. No Mineirão, o duelo foi equilibrado, com ligeira vantagem para o São Paulo. O Galo pouco criou e só teve uma grande chance de ouro no ´apagar das luzes´. O Tricolor segue folgado na liderança - nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado -, agora com 14 jogos seguidos sem perder: 12 pelo Brasileirão e dois pela Sul-Americana. Completa também oito partidas sem levar gols, graças a Rogério Ceni, que defendeu o pênalti cobrado por Coelho. O goleirão são-paulino se adiantou na jogada, mas o árbitro não mandou cobrar novamente a penalidade.

O FINALIZADOR

Finazzi está se transformando no principal jogador do ataque corintiano. Assim, aos poucos, o bom e simpático jogador vai guardando seus golzinhos. Até agora, já foram sete, marca próxima da meta estipulada pelo finalizador quando chegou ao Parque São Jorge.

PANE RARA

Melhor ataque, com 54 gols, o Cruzeiro passou em branco só pelo segundo jogo seguido, com a derrota de 1 a 0 para o Juventude. Assim, foi quebrada uma seqüência de quase quatro meses marcando em todos os jogos. A equipe mineira não deixava de marcar desde a derrota de 3 a 0 para o Corinthians, no início do Brasileiro.

CURIOSIDADE

Após o último jogo do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha/74 (derrota de 1 a 0 para a Polônia), o goleiro Leão deu um soco no rosto do lateral Marinho Chagas, no gramado do Estádio Olímpico de Munique.

FIM DE PAPO

O Noroeste deu um adeus à Copinha, ao empatar em São José do Rio Preto. Mas mesmo que tivesse vencido, continuaria na UTI. Já o Rio Preto vacilou e adiou a conquista da vaga. O Jacaré é o terceiro do grupo 1 e só precisa de dois pontos nos seis que ainda vai disputar. O Norusca, quinto colocado, vai apenas cumprir a tabela na última rodada da primeira fase, contra o lanterna Bandeirante.

ESQUECIMENTO

Na bonita festa de sábado passado, em homenagem aos 97 anos do Noroeste, os heróis do acesso de 53 - Sidnei, Zeola, Xandu e Luís Marini - não receberam uma camisa e nem sequer cumprimento do clube. Os cartões de prata foram oferecidos pela 94FM, que promoveu o evento.

MEMÓRIA

Copa do Mundo do México/70: Brasil 1 x 0 Inglaterra, em Guadalajara, gol de Jairzinho. Árbitro Abraham Klein (Israel). Público pagante: 67 mil. Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Paulo César Caju; Jairzinho, Tostão (Roberto), Pelé e Rivellino. Técnico: Zagallo. Gérson foi substituido por Paulo César. Inglaterra: Banks; Wright, Labone, Bobby Moore e Cooper; Mullery, Ball e Bobby Charlton (Bell); Lee (Astle), Hurst e Peters. Técnico: Alf Ramsey.

OPINIÃO

Sérgio Carlos Soares Pereira discorda da gente e acho isso legal. Mas se o amigo achar que meu time é perna de pau, não ligo, até acho graça - futebol é apenas um esporte. Conheço, sim, Iran e Fábio Braz, novos reforços do Corinthians. Não se trata de ofensa, pois refugo é mais uma força de expressão sobre jogadores rodados que não se destacaram em grandes clubes ou medalhões em fim de carreira. Os dois podem ser bons, mas não estão a altura de jogar no campeão dos campeões, um dos clubes mais populares do mundo e que tem a segunda maior torcida do País. Se Rogério Ceni, por exemplo, for para o Palmeiras, não se trata de refugo. Quando Rincón e Marcelinho Carioca trocaram o Corinthians pelo Santos, estavam no auge da carreira e sempre jogaram em times grandes. Sobre o jogo contra o Santos, afirmei, segunda-feira: “Reabilitado, o Corinthians foi mais ofensivo, disciplinado taticamente, teve uma garra incomum e mereceu a vitória de 2 a 0”. Não sou torcedor, sou jornalista. E todo o mundo tem direito de dar opinião. Um abraço, caríssimo leitor.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço galera do Ponto G, do Roberto, único santista do pedaço. Os demais são corintianos. Alô Alceu Pereira, Luiz Maffei e todos do Jeribá, tudo de bom. Outros redutos de corintianos que gosto de frequentar são o Bar do Mauro (Vista Alegre) e Bar do Português, a poucos metros do JC. Aquele abraço a todos.

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