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Basquete: Guerrinha: ‘O Brasil perdeu na quadra, o resto é papo-furado’

Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 2 min

O técnico Guerrinha, além de ser o mais solicitado na entrevista coletiva de ontem para falar sobre o novo projeto do Bauru Basquete Ball Team, não escapou das perguntas sobre a participação da Seleção Brasileira Masculina no Pré-Olímpico de Basquete.

Após uma campanha irregular, o Brasil não conseguiu uma das vagas às Olimpíadas de Pequim-2008 e terá, agora, que disputar uma outra seletiva. Durante e após o término da competição surgiram rumores sobre um possível racha no elenco, complô contra o técnico Lula e até falta de empenho de alguns jogadores.

Porém, Guerrinha, que foi auxiliar-técnico de Lula no Pré-Olímpico, negou esses rumores e deu a sua versão sobre os fatos envolvendo a Seleção Brasileira de Basquete. “O Brasil perdeu na quadra. O resto é especulação e inverdades que surgem após um objetivo traçado e que acaba não sendo alcançado. Nós tínhamos um jogo que valia a nossa classificação, que era o nosso principal objetivo. Porém, nós tivemos que enfrentar a Argentina e, em determinados momentos, principalmente no terceiro quarto, eles foram melhores e ganharam na quadra. Se nós tivéssemos vencido, tudo estaria certo e ninguém falaria coisas negativas. Como não conseguimos o objetivo, agora ninguém mais presta“, reclama Guerrinha.

Sobre as declarações dos jogadores Marquinhos e Nezinho, Guerrinha também esclareceu na coletiva. “As declarações do Marquinhos foram reprovadas por todo o grupo e a comissão técnica. O jogador já se sentia fora do grupo e acabou falando coisas que não existiram. Já no caso do Nezinho, eu me sinto à vontade em dizer. Eu fui o primeiro a conversar com o ele (Nezinho). O atleta não mostrou uma atitude de raiva por não ter entrado na partida. O que o Nezinho falou é que o jogador que ele eventualmente entraria no lugar estava jogando bem e não tinha porque mexer na equipe naquele momento”, complementa Guerrinha.

Com a vaga no comando da Seleção, já existem correntes a favor da contratação de um técnico estrangeiro. Porém, Guerrinha se disse contrário sobre esse pensamento. “Sou contra. Primeiro tem que reestruturar o basquete brasileiro, além de outras medidas imediatas para depois começar a pensar nesse assunto de técnico estrangeiro.”

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