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Cada vez mais consumida, água mineral também exige cuidados

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Não tem nada melhor do que tomar água gelada nos dias quentes de Bauru. Tanto é que, nas últimas duas semanas, houve um aumento de 30% na venda de galões de 10 e 20 litros de água mineral, segundo estimativa de uma das distribuidoras mais antigas da cidade. Bauru tem cerca de 150 delas. “Por dia, estamos vendendo em média 250 galões. Essa é uma das melhores épocas para o nosso setor, depois do verão”, afirma o proprietário do estabelecimento, Carlos José de Freitas.

Se todas as outras distribuidoras vendessem a mesma quantidade, seriam 600 mil litros de água mineral consumidos por dia. Mas além de adquirir água de qualidade e de um distribuidor confiável, o consumidor precisa de cuidados com o produto em sua casa.

Sem cheiro, cor e gosto - assim toda água deveria ser. Se a água torna-se esverdeada e até viscosa, pode estar contaminada. Quando ingerida, pode causar intoxicação, explica a nutricionista Ana Paula Nardo Silva, do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da prefeitura. “Os sintomas mais comuns são diarréia, vômito e mal-estar”, exemplifica.

O microbiologista Rubens Duarte, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a causa mais provável para o aspecto esverdeado da água é a ação de cianobactérias (bactérias que fazem fotossíntese) e algas. “As bactérias que ficam na água, quando entram em contato com o sol, fazem fotossíntese (produzem energia) e se proliferam”, diz. Em seguida, os protozoários, que também estão no líquido, se alimentam dessas bactérias e também se proliferam. “É o protozoário, que é invisível a olho nu, que causa diarréia”, explica Duarte. E orienta: “Nesse caso, é melhor jogar a água fora porque, mesmo se for fervida, pode fazer mal à saúde”, explica.

Segundo o comerciante Freitas, é pela manhã que as pessoas mais procuram as distribuidoras de água. Cerca de 90% dos pedidos são residenciais. “Quando tem feriado prolongado, então, a segunda-feira é uma correria”, brinca.

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Qualidade

Através da assessoria de imprensa da prefeitura, o DSC informou que, quando recebe denúncia de água mineral com adulteração de cor, recolhe uma amostra para envio ao Instituto Adolfo Lutz, responsável pela análise. Depois, as medidas adotadas pelo órgão são definidas com base neste exame.

Para revender água mineral, a distribuidora precisa de alvará expedido pela Vigilância Sanitária. É esse órgão, inclusive, que faz a vistoria nos estabelecimentos.

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