De maneira geral, a população está longe de atender o pedido das videolocadoras para que não comprem DVDs pirateados. Ontem, durante a passeata no Calçadão da Batista de Carvalho, muita gente questionou a reivindicação dos manifestantes.
A empregada doméstica Vani Santana, 52 anos, disse que só compra DVD pirata porque o preço é mais acessível. “Comprar original não dá, é muito caro. Compro três piratas com o valor que eu pagaria por um original. Sei que danifica o aparelho, mas não tenho condição. Acho que os preços desses produtos legais deveriam ser mais acessíveis”, completou.
A garçonete Janaína Madeira, 25 anos, concorda com Santana. Ela diz ter 15 DVDs piratas em casa e que não tem o costume de alugar ou comprar em locadoras autorizadas por conta do preço. “O preço que eu pago por um aluguel, compro um pirata para assistir na hora e quando eu quiser. Sei que não é certo, mas é a única alternativa que a gente tem, pagando pouco”, destacou.
De acordo com Avanilton Sebastião, presidente da Associação das Videolocadoras de Bauru, o preço do produto pirateado é mais barato justamente porque os revendedores não têm de arcar com custos fiscais. “As bancas de produtos pirateados não pagam imposto, portanto, podem vender até por R$ 1,00”, enfatizou.