Bairros

Resolução garante preservação de áreas remanescentes


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Ao criar leis específicas para cada tipo de ecossistema do Estado, o governo vai englobar as especificidades de cada vegetação, tornando a recuperação das áreas mais eficientes. “Por exemplo, o cerrado demora mais tempo para se regenerar do que a mata atlântica”, pondera o biólogo do Instituto Ambiental Vidágua, Ivan De Marchi. De acordo com o especialista, enquanto uma área recuperada da mata atlântica pode levar 50 anos para se tornar uma mata fechada, o cerrado levaria o dobro.

Essa medida seria o primeiro passo para a criação de uma lei exclusiva dessa vegetação. “Na prática, a resolução está equiparando o cerrado com a mata atlântica”, observa Miguel Cáceres, responsável pelo Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN).

Ele avalia que a área urbana ainda mantém muitos fragmentos de vegetação, como no Jardim Tangarás, Parque Manchester, que serão protegidos pela resolução. Para ele, como o projeto Desmatamento Zero visa tornar as regras de concessão de desmatamento mais rígidas, essas áreas deverão ser preservadas.

Para Rodrigo Agostinho, secretário municipal do Meio Ambiente, a medida é válida desde que o Estado crie uma política de conservação.

“Não adianta o particular ficar com a floresta na mão. É preciso uma política de valorização. O proprietário tem que ganhar dinheiro com a floresta de pé e isso é uma coisa que não acontece aqui ainda. Se a área tiver um valor agregado, o proprietário não vai desmatar. Ou então, que o Estado compre as principais matas do Estado ou as áreas importantes”, pondera.

Cáceres avalia que o megaempreendimento que deverá ser desenvolvido nas margens da rodovia Bauru-Ipaussu não deverá ser afetado pela medida, uma vez que a área destinada à sua construção já está desmatada. Além disso, Walace Sampaio, secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, pondera que ainda não há previsão de início de construções no local nos próximos meses.

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