Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Causo de Avaí 1

O atraso do início da realização da audiência pública que discutiu a terceirização dos serviços funerários, ontem de manhã, no Legislativo, fez o vereador Antonio Faria Neto (PDT) recordar-se de uma história hilária vivenciada por ele quando era prefeito de sua cidade natal - Avaí. Contou que, diante do enorme atraso do comparecimento dos convidados para a inauguração de um coreto na cidade, resolveu promover a inauguração apenas com os presentes que já se encontravam no local: um vereador e um jardineiro.

• Causo de Avaí 2

Para isso, o “baixinho” determinou ao jardineiro que fosse ao banheiro do coreto, fizesse xixi e puxasse a descarga. Quando Faria Neto ouviu o barulho da descarga, ele e o vereador bateram palmas e decretou: “Tá inaugurado!”. Ele diz que o jardineiro depois ainda sentiu-se superimportante e até quis ser candidato a prefeito...

• Causo de Avaí 3

O mesmo Faria também foi o personagem de outro “causo” avaiense, mas desta vez na inauguração da iluminação de um estádio na cidade. Amigo do juiz e do goleiro de uma das equipes que se enfrentariam no “clássico” local, o “baixinho” combinou para “arranjar” um pênalti logo no início da partida. Tudo porque o agora vereador bauruense, na época prefeito, queria marcar o primeiro gol no estádio recém-reformado. E, com a ajuda do “juizão” e do guarda-metas, Faria Neto conseguiu a “façanha”...

• Futaro na reunião

O vereador Futaro Sato, ex-PDT, ligou ontem para o JC para lembrar que estava presente na reunião de ontem na prefeitura bauruense, que marcou a sanção do prefeito Tuga Angerami ao projeto que ampliou a área urbana do município para receber o megaempreendimento na rodovia Bauru-Ipaussu. E, sem desfazer o mistério, Sato também ressaltou que ainda não definiu seu futuro político.

• Com a bola cheia

Quem anda com prestígio junto ao Executivo Municipal é o presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP). O parlamentar pode até continuar batendo firme no que chama de inércia do titular da Seplan, Leandro Joaquim, o que tem feito sistematicamente, mas o mesmo não vale para o atendimento de reivindicações nas áreas de Esportes e Obras.

• Dois exemplos

Madureira teve atendido o pedido de remodelação do estádio distrital Edmundo Coube, instalado em seu principal reduto eleitoral, o Parque Vista Alegre (PVA), bairro que, além disso, está recebendo máquinas e produto asfáltico para recapeamento de algumas alamedas. Poucos sabem, mas parte da verba para o distrital virá do Banco do Brasil (BB). Como “contrapartida”, Madureira vai comprar uma máquina de mais de R$ 500 mil para a Secretaria de Obras instalar guias e sarjetas.

• Contra o generalista

Não é uma crítica da administração ou da bancada situacionista contra médicos da clínica geral, mas uma expressão para resumir avaliação de integrantes do próprio governo contra cobranças à estrutura pública municipal de atendimento na área de saúde. É o que se ouviu na inauguração da sede do Samu, ontem, perto da Unesp. Para o governo, os problemas são “pontuais” e não podem ser levados ao “genérico”. O “remédio” é resolvê-los!

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