O Exterior será um dos principais destinos dos brasileiros no próximo período de férias, com destaque para a Argentina, cujos pacotes turísticos tornaram-se bem mais atrativos financeiramente. Na hora de comprar a moeda estrangeira, atenção é fundamental, pois é possível obter uma sobra extra na hora de fazer o câmbio.
O economista Wagner Ismanhoto explica que essa diferença não é tão significativa, mas pode representar dinheiro mais na carteira do viajante. Ele recomenda às pessoas que pretendem visitar a Argentina, por exemplo, comprar dólar em vez de peso, que é a moeda local.
“Acho interessante porque, em razão da grande quantidade de casas de câmbio que tem o país, o turista teria condições de conseguir mais pesos. Lá a oferta da moeda é muito grande. Claro que ninguém vai ficar milionário fazendo esse tipo de operação, mas acredito que seja possível conseguir uma diferença de até 3%”, comenta o economista.
Atualmente, segundo Ismanhoto, o Brasil vive uma situação favorável na economia que a Argentina viveu há cerca de seis anos.
“Nessa época, a região Sul do Brasil vivia cheia de argentinos. A moeda deles era super valorizada. Hoje, esse cenário se inverteu. Tem muito mais brasileiro em Buenos Aires do que argentino em Santa Catarina”, acrescenta o economista.
Na opinião de Helton Gasparini, supervisor regional de casa de câmbio em Bauru, compensa mais chegar à Argentina com peso no bolso a levar dólar para depois realizar o câmbio.
“Para US$ 1 serão pagos 3,30 pesos (na Argentina). Aqui (no Brasil) você vai pagar R$ 0,65 por um peso. Por isso, na minha opinião, compensa levar em peso”, explica. “A vantagem também está na comodidade de chegar ao destino com a moeda do país, o que também significa uma garantia do câmbio”, completa. O supervisor diz que na Argentina as casas de câmbio não possuem um padrão de valor, o que faz oscilar muito a troca da moeda para o turista. Em muitos casos, o prejuízo é inevitável.
Ainda de acordo com Gasparini, em Bauru e região a venda de moeda argentina tem sido muito satisfatória nos últimos meses. “Quem tem ido à Argentina tem falado que o melhor é levar em peso”, completa o supervisor.
No caso de quem escolher outros países da América do Sul como rota turística, o ideal é optar pelo dólar, segundo Gasparini. Ele diz que as demais moedas são mais raras no mercado.
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Viagem
A fotojornalista Aline Bartalotti Furlanetto está de viagem marcada para a Argentina, onde passará o Réveillon. Ela pretende fazer um tour pelo país, passando pelas principais cidades, entre 26 de dezembro deste ano e 20 de janeiro de 2008.
Furlanetto está comprando dólar para se manter durante os quase 30 dias em terras argentinas. “Já comprei US$ 300, aproveitando a baixa da moeda. Como a economia argentina é instável, a moeda local perde valor e o dólar vale mais no país. Por isso, acho que compensa levar dólar e não peso. Meus amigos, que vão comigo, também estão comprando dólar”, explica.
A fotógrafa disse ainda que optou ir para a Argentina nas próximas férias principalmente porque os pacotes turísticos para o país estão mais acessíveis, inclusive mais baratos que uma viagem para os Estados do Nordeste brasileiro, e também porque sempre teve vontade de conhecer a Capital Buenos Aires. Bartalotti pagou, entre passagem e taxa de embarque, R$ 775,00 e já comprou US$ 300 para se manter durante a viagem. Ela pretende comprar mais US$ 1 mil.