Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Bloquete é caro

O secretário municipal de Obras, Paulo Brittes, afirmou na audiência pública das contas da prefeitura, realizada na última sexta-feira, na Câmara, que o custo da implantação de bloquetes é maior que o de pavimentar ruas. Marcelo Borges aproveitou o ensejo e reforçou que advertiu para o custo quando o prefeito Tuga Angerami anunciou o programa. O bloquete não saiu de um ensaio até agora e, em sendo mais caro, qual a razão do programa?

• Línguas afiadas

As duas reuniões partidárias realizadas no período da manhã de ontem, do DEM e do PPS, contaram com declarações felinas contra desafetos ou adversários do mundo político local. José Clemente Rezende avisou que um “trambiqueiro” que anda criticando-o por aí vai ter a “hora certa de discutir algumas verdades”. O tempo esquentou de vez. E é só o começo do período pré-eleitoral. Críticas são válidas, mas espera-se a civilidade.

• Conspiração 23

Dudu Ranieri reclamou de conspiração para tirá-lo da Prefeitura de Bauru, ao lembrar na reunião do DEM dos 23 dias em que sentou na cadeira de prefeito, quando Nilson Costa foi cassado. Disse que foi prejudicado por alguém de muita idade e tirou risos de militantes democratas ao garantir que ainda vai viver o suficiente “para não ir ao enterro deste sem vergonha”.

• Pelos exageros

O arquiteto Jurandyr Bueno Filho disse aos companheiros do PPS, na reunião de ontem, que há falta de criatividade na gestão da cidade, que a Câmara não conhece Bauru e que a Secretaria Municipal de Saúde é gerida por quem entende de cuidar de cachorro, em uma referência ao titular da pasta Mário Ramos, que é veterinário. Teve gente na própria reunião que não gostou da jocosidade do arquiteto.

• Erros do passado

Frases de efeito não geram mais efeito do que garantir a efêmera atenção da platéia torcedora em uma reunião política. Em seu primeiro discurso no PDT, nesta semana, o ex-prefeito Izzo Filho também retomou a antiga retórica de atacar a “turma da zona sul”, uma estratégia populista da qual ele sempre se valeu para se posicionar como popular. Deu no que deu.

• Os trombadores

O potencial político do grupo montado pelo DEM só será testado em 2008, mas enquanto a eleição não vem os democratas podem até realizar jogos amistosos por aí, a julgar pelos zagueiros que formam a legenda. Pelo menos para uma equipe de veteranos, o DEM conta com um quadrado defensivo composto de Benetti, Canalli, Ciocca e Clemente. Mas o quarteto de botinudos promete manter o espírito paz e amor na política. Nos campos de futebol, apenas Canalli e Benetti ainda arriscam levar uma contratura muscular para casa.

• Filiômetro a mil

O DEM foi o partido que mais filiou militantes neste final de semana. Enquanto isso, ontem o PMDB abonou a ficha do ex-vereador Cláudio Petroni, que deixou o PTB depois que o grupo de Izzo se mudou para o PDT. Mas os peemedebistas acabaram não conseguindo filiar o também ex-vereador José Humberto Santana, que entre os convites recebidos aceitou o do DEM. Por falar em ex-vereador, Erlon Junqueira também é democrata desde ontem.

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