Política

Para Gasparini, lei eleitoral é ‘porcaria’

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do diretório bauruense do PMDB, o vereador Alex Gasparini, concorda com o fato de que a atual legislação eleitoral brasileira desvirtua os verdadeiros princípios do processo político, e colabora para deixar os pensamentos ideológicos de “escanteio”. “Isso é fruto do ordenamento jurídico-eleitoral, que é uma porcaria e desvia o verdadeiro sentido do processo eleitoral, deixando os princípios ideológicos à margem”, considerou o peemedebista.

Gasparini criticou o andamento do atual projeto de reforma política em tramitação no Congresso. “Tivemos a oportunidade de fazer uma reforma política, que vai acabar não saindo por conta de interesses de ‘currais’ eleitorais, promovidos principalmente pela bancada do Nordeste. Esse tipo de atitude acabou por barrar algo que seria muito importante, que é o de dar outro viés ao processo eleitoral-político, que é o das pessoas passarem a escolher os partidos por suas condições ideológicas, não por sua condição eleitoreira”, salientou.

O peemedebista também ataca o fato de muitos enxergarem a política como uma profissão. “Há um desvio de mentalidade nesse sentido. Na verdade, o político é um agente público remunerado por conta da valorização da instituição que representa, e não remunerado porque faz um plano de carreira. As pessoas confundem isso e acabam entrando na política com pensamento errado, exercendo-a de forma errada e sendo um político errado”, destacou.

Além disso, Gasparini acredita que os partidos políticos nacionais são frágeis. “Eles existem juridicamente e não possuem vida orgânica administrativamente falando, a exemplo dos sindicatos e entidades de classe, e têm competência mais precisa somente nos períodos eleitorais, não complementando em nada fora desse período para conscientização política das pessoas, pois não contam com instrumentos para isso”, analisou o vereador, para depois concluir:

“É temerário isso, pois nos países europeus os partidos políticos têm estrutura própria e até desfilam nas comemorações das independências como uma forma de politizar cada vez mais a população. E as pessoas enxergam nos partidos claramente o que cada um defende à sociedade. Já no Brasil não, pois aqui é aquela ‘sopa’ de letras que conhecemos.”

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