Internacional

Mianmar: chefe militar aceita se reunir com enviado da ONU

Folhapress
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Nay Pyi Daw - O chefe da junta militar de Mianmar, Than Shwe, 71 anos, aceitou se reunir hoje com o enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari, informou o Ministério da Informação. O diplomata chegou ao país no último sábado e foi diretamente à capital Nay Pyi Daw. Sua principal missão é conseguir que o regime militar dê fim à repressão violenta dos protestos.

A junta militar de Mianmar reprimiu violentamente protestos pró-democracia na semana passada, quando soldados usaram armas de fogo, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar a multidão que se manifestava nas ruas.

Centenas de pessoas - entre elas muitos monges budistas - foram detidas. Muitos monastérios foram fechados pelas tropas.

Mianmar é um país da Ásia meridional governado por militares há 45 anos. Em 1988, a atual junta militar assumiu o poder. Não há eleições parlamentares desde 1990, quando o partido governista sofreu ampla derrota para a LDN (Liga Nacional para a Democracia), liderado pela a ativista e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Os resultados foram anulados pelos generais. Em setembro, monges budistas aderiram aos protestos pró-democracia -os maiores em 20 anos. Desde então, manifestações diárias vêm reunindo centenas de milhares de pessoas.

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