• Ponto chique
A Citroën queria criar uma vitrine com a mesma ousadia visual que tenta transmitir em seus carros. E que vitrine. A marca francesa acaba de reativar o C42, na que é considerada a avenida mais charmosa do mundo: a Champs Élysées, em Paris. Idealizada pela arquiteta Manuelle Gautrand, a nova loja tem fachada toda em vidro e aço, sendo que cada andar é limitado por um “double chevron” – a logomarca da Citroën. E em cada pavimento, uma plataforma giratória expõe um modelo da fabricante. No terraço panorâmico, é possível ver vários pontos turísticos famosos da capital francesa, como Hôtel des Invalides e a Torre Eiffel.
No prédio, a marca vai promover visitas guiadas. O objetivo é que cada um dos oito carros expostos sirva como referência de uma fase da empresa. Na chamada Estação 1 estão os automóveis considerados marcos na história da marca, como o 2 CV e o Traction Avant. Modelos como C4 Picasso, C6, C-Crosser e o conceito C-Métisse também estão em exposição na C42.
• Bons ventos
Duas empresas comemoram encomendas promissoras. A Volvo, por exemplo, fechou a comercialização de 104 unidades do caminhão pesado FM 10X4 com capacidade de até 50 toneladas. Os modelos foram vendidos para a Companhia Vale do Rio Doce para aplicação em minas de extração de minério. Ao mesmo tempo, a gaúcha Marcopolo entregou 159 ônibus para o grupo JCA, dono de viações como 1001, Cometa e Expresso do Sul. Paradiso 1800 Double Decker, Paradiso 1550 Low Driver, Paradiso 1200 e Viaggio 1050 estão no “pacote” da negociação.
• Próximos passos
Um SUV compacto e um esportivo. Estas são as promessas mais claras do presidente da BMW, Norbert Reithofer, para os próximos 13 anos. O executivo anunciou que a fabricante alemã quer atingir a marca de 2 milhões de unidades comercializadas até 2020, o que implica em novas linhas de montagem e produtos. Um deles é tratado como X1, utilitário esportivo menor que o X3, enquanto o esportivo seria uma derivação do conceito CS mostrado no Salão de Xangai deste ano.
• Metas verdes
A Ford acaba de fechar um acordo com o Massachusetts Institute of Technology – Instituto de Tecnologia de Massachusetts ou MIT –, um dos principais centros de excelência nos Estados Unidos. A parceria prevê pesquisa e desenvolvimento de motores, combustíveis e tecnologias energéticas alternativas para modelos de automóveis e de pick-ups da fabricante norte-americana. O acordo foi batizado com o pomposo nome de Ford Alliance Energy Fellows.
Com isso, a Ford passa a ser a primeira empresa a integrar o Energy Initiative, projeto iniciado no fim do ano passado para criar meios e parcerias na busca por fontes de energia ecologicamente mais viáveis. Apesar da parceria, nem a montadora, nem o MIT dão detalhes sobre prazos e tecnologias a serem desenvolvidas e aplicadas em conjunto.
• Fim de papo
Mais uma parceria se desfaz no mundo automotivo. Desta vez é a BMW e a PSA Peugeot Citroën, que encerraram a joint-venture para o desenvolvimento de motores de pequeno porte. O acordo, firmado em 2005, focou a produção de propulsores com capacidades volumétricas de 1.4 e 1.6 litro, que abasteceria os modelos da Mini, fabricante inglesa de compactos que pertence à BMW, e também os automóveis das duas marcas francesas.
Segundo as empresas, a razão para o fim da aliança é que o acordo não alcançou as metas esperadas no que diz respeito ao desenvolvimento de novos motores e tecnologias. Antes da parceria com a PSA, a BMW já havia desenvolvido motores para o Mini no Brasil, através de uma parceria com a Chrysler – que acabou se tornando DaimlerChrysler logo depois.