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Oposição insistirá em conclusões dos processos até 2 de novembro

Folhapress
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Brasília - A oposição promete não dar trégua às investigações sobre o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) mesmo com a decisão do peemedebista de se afastar por 45 dias do comando do Senado. Líderes dos principais partidos de oposição afirmaram estar dispostos a insistirem para que os processos de investigações sejam concluídos no Conselho de Ética até o dia 2 de novembro.

“A recuperação da imagem do Senado só se dará com a conclusão dos processos. Claro que a licença retoma o clima de diálogo no Senado, mas em nada modifica a determinação em exigir que até o dia 2 de novembro os processos sejam votados, quando o Senado, como instituição, estará sendo passado a limpo”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). O senador democrata afirmou que, além da decisão de Renan restabelecer o “clima de diálogo” no Senado, também retoma o canal de conversas com o PT e o Palácio do Planalto.

O líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM), também afirmou que o afastamento de Renan vai “desanuviar” o clima político na Casa. Mas se mostrou disposto a insistir nas investigações sobre o peemedebista. “O PSDB examinará, como sempre se dispôs a fazê-lo, o mérito dos processo existentes contra ele no Conselho de Ética, entendendo, sim, que houve quebra de decoro. Agora, que se cumpram os desígnios democráticos de investigações amplas, rápidas e livres de quaisquer ingerências hierárquicas para que se faça justiça em nome da dignidade do Congresso”, disse o tucano.

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Substituto ganhou destaque ao defender petistas

São Paulo - O senador Tião Viana, 46 anos, (PT-AC) ganhou projeção no Senado e se aproximou do Planalto ao integrar a tropa-de-choque governista durante as CPIs dos Bingos e dos Correios em 2005 e 2006, quando colegas petistas dele na Casa, como Aloizio Mercadante (PT), atuaram de forma discreta na defesa de Lula e do partido.

Médico formado pela Universidade do Pará e doutor em medicina tropical, ele é irmão do ex-governador do Acre Jorge Viana, também do PT, e chegou ao Senado em 1999, reelegendo-se no ano passado. Por conta das CPIs, Viana se tornou aliado do ex-ministro Antônio Palocci, hoje deputado federal e alvo das comissões à época.

No âmbito da economia, ambos compartilham posições consideradas “liberais” para as correntes mais à esquerda do partido. Foi ele quem recorreu à Justiça tentando barrar o depoimento do caseiro Francenildo Costa, pivô da queda de Palocci ao acusar o petista de freqüentar a “casa do lobby”.

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