Bairros

Disputa por associação vai à Justiça

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

O ano de 2007 está sendo conturbado na Associação de Moradores da Vila Dutra. Duas pessoas se intitulam presidentes do órgão de defesa do bairro, algo impossível perante à Justiça. Cada qual tem seus documentos e alegações. O fato é que a situação está na esfera judicial e, enquanto isso, a população da região tem duas pessoas para quem exigir melhorias.

Quem hoje atua como presidente da associação é Jesus Adriano dos Santos. Segundo ele, em março deste ano, a ex-presidente do órgão convocou reunião para eleger uma nova comissão. Apenas Santos teria se candidatado e, conseqüentemente, vencido o pleito.

Martins Silva é quem entrou com processo na Justiça para reaver a presidência da associação. De acordo com ele, em novembro de 2006 ele teria sido escolhido para o cargo. Tudo estaria comprovado com ata e registro em cartório. Para ele, a eleição conclamada este ano é inválida.

O fato é que um acusa o outro, mostra suas provas e até agora ninguém sabe qual deles tem realmente o direito. No entanto, Jesus confirma que existe um documento em cartório, datado de 2005, no qual Martins teria se autoproclamado presidente da associação. “Ele levou alguns documentos inválidos e o cartório aceitou, agora a Justiça irá dizer quem está certo”, afirma.

Ambos já ocuparam o cargo de presidente do órgão em gestões passadas. Martins afirma que, após sua suposta eleição, ele passou a investigar as finanças da casa e teria encontrado irregularidades. “Ele (Jesus) viu que estávamos pondo a casa em ordem e promoveu essa eleição fajuta para se proteger”, diz.

Jesus explica a situação à sua maneira. “Com o início das discussões sobre o Plano Diretor, passei a me envolver com a questão, elenquei problemas e defendi o bairro durante as reuniões. Essa atuação começou a gerar um certo clamor popular para que eu assumisse a presidência. Foi feita nova eleição e eu venci como candidato único”, afirma.

A reportagem do JC procurou a 6ª Vara Cível de Bauru, onde correm os processos. No órgão há uma medida cautelar que exige a exibição de determinados documentos por parte de Jesus. Ela está em fase de julgamento e passará pelo tribunal.

De acordo com a assessoria jurídica de Jesus, após a decisão do tribunal ele entrará com uma ação tentando anular os atos praticados por Freitas, já que ele estaria se passando por presidente.

Freitas, por sua vez, afirma ser o verdadeiro presidente e diz que não irá descansar enquanto não conseguir provar irregularidades durante a gestão de Jesus, nos anos de 1992 e 1993.

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