Na manhã de ontem, a Prefeitura de Bauru apresentou e colocou oficialmente em funcionamento seis novos caminhões para efetuar a coleta de lixo na cidade. A expectativa tanto da prestadora do serviço, Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), quanto da administradora, Secretaria do Meio Ambiente (Semma), é sanar os constantes atrasos na retirada dos dejetos domiciliares. Situação com a qual o munícipe passou a se habituar nos últimos anos.
Em diversas ocasiões a administração pública ressaltou que o principal problema da coleta de lixo se encontrava na frota de veículos. A maioria dos caminhões teria sido adquirido na década de 1980 e, em virtude do desgaste natural, quase que semanalmente apresentavam defeitos. Tanto para o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri, e o titular da Semma, Rodrigo Agostinho, acreditam que os caminhões novos irão dirimir as falhas do sistema.
“Vai ser possível otimizar toda a rede, definir novos setores, melhorar a eficiência e acabar com os atrasos”, destaca Agostinho. “Agora teremos um fôlego, um sossego de pelo menos quatro anos no que diz respeito à coleta”, afirma Barbieri.
No total, sete novos caminhões passaram a operar já ontem. Seis deles foram adquiridos pela prefeitura, um investimento total de R$ 1.138.500,00. Por sua vez, a sétima viatura foi comprada com a ajuda do Fundo Estadual de Prevenção e Controle de Poluição (Fecop). Cada veículo custou em torno de R$ 200 mil e é capaz de armazenar até 12 toneladas de lixo.
A frota para coleta de lixo contará agora com 14 viaturas. Além das sete novas, mais três caminhões 2004, dois 2000 e mais dois veículos pequenos. Todos estes serão reformados e continuarão em operação. Da frota mais antiga, três carros serão utilizados para recolher galhos. Outros três serão leiloados, segundo Barbieri. “Os recursos irão retornar para a própria coleta”, destaca o presidente da Emdurb, que revela a possibilidade de, em breve, haverem mudanças no sistema.
Multa por defeitos
Dos seis caminhões adquiridos pela prefeitura através de licitação, cinco deles foram entregues com defeito pela empresa gaúcha vencedora. Os problemas eram nos acessórios utilizados para a coleta. De acordo com Rodrigo Agostinho, a prefeitura está tomando as providências para reaver prejuízos causados pelo não cumprimento das exigências por parte do fornecedor.
A previsão é o de que a empresa seja multada em até R$ 120 mil pelo descumprimento do estabelecido no edital de licitação. Cinco veículos foram desembarcados em Bauru sem giroflex, um com problema adicional no sistema de prensa, outro sem nota fiscal e um último também sofreu amassados na área próxima do estribo.
Sanados os problemas, ainda assim, a empresa vencedora da licitação responde pelo ocorrido, conforme a lei de licitações e contratos.
Durante seu discurso, o prefeito Tuga Angerami (sem partido) destacou o empenho dos funcionários da Emdurb nos últimos meses, quando a crise se estabilizou. “Sabemos que foi muito difícil manter a coleta num nível razoável. Isso se deve ao esforço dessas pessoas que consertaram os caminhões e muitas vezes estenderam as jornadas de trabalho”, destacou.
Angerami aproveitou a oportunidade para dar um recado a próximas administrações municipais. “Se cada um fizer sua parte, não deixar que a frota fique sucateada, o sistema fica estável e os gastos são parcelados”, frisou.
Mais carros
Além dos sete veículos que serão usados pela Emdurb, foram apresentadas outras seis máquinas que serão utilizadas pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) e pela Secretaria de Obras.
O DAE mostrou um trator de grande porte que será utilizado nas obras de tratamento de esgoto e uma viatura para suporte operacional aos funcionários. A Secretaria de Obras irá contar com dois novos caminhões basculantes utilizados no serviço de pavimentação e também um rolo compressor.
Além dessas aquisições, o prefeito pretende utilizar pelo menos R$ 550 mil que vão ser recebidos a título de devolução de receita não utilizada pela Câmara para adquirir uma máquina de grande porte para atuar em obras como guias e sarjetas. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Madureira (PP), confirmou a informação. O Legislativo deverá ter de devolver pouco mais de R$ 1 milhão à prefeitura, não utilizados no orçamento do ano.