• Corrida maluca
Passado o prazo de filiações para quem vai concorrer na eleição do ano que vem, outra corrida está instalada: a de definições de nomes majoritários em alguns partidos e acordos eleitorais em outros. É possível que algumas agremiações façam a ceia de Natal juntas neste ano e tomem um porre no reveillòn com a certeza da vitória em outubro de 2008.
• PTB com verdes
Na última sexta-feira, o PTB sentou-se à mesma mesa do PV em Bauru. Objetivo: um possível acordo para as eleições proporcional e majoritária, que poderia incluir o PT. Nada ficou decidido, até mesmo porque ninguém é maluco de fechar um acordo tão cedo diante do enorme leque de possibilidades que há pela frente. Em Jaú, PTB e PV vão estar juntos na eleição.
• Ultragovernista
As primeiras conversas começam com partidos da chamada base aliada, tanto no plano federal quanto no estadual. Aliás, tarefa inglória para o PTB, que é aliado do tucano José Serra em São Paulo e do petista Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Não foram só o DEM e o PMDB que se especializaram em ser governistas. O PTB, nesta arte, não deve nada a ninguém.
• Linha de mão dupla
Aliás, o PTB em Bauru até exalta este expediente (ser governista), que na verdade é uma deformação do caráter ideológico que os partidos deveriam ter minimamente. Os petebistas locais tentarão vender a idéia durante a campanha de que são os mais viáveis para governar a cidade porque têm bons canais de recursos e trânsito livre em São Paulo e em Brasília.
• Contas bloqueadas
O PT volta a viver um clima de disputa em Bauru, com duas chapas inscritas para a eleição do diretório, no dia 2 de dezembro. A chapa de oposição será encabeçada por Jorge Moura e a de situação por Alecsandro Bussola. Ontem, a oposição esteve no Café com Política e denunciou que o partido está com as contas bancárias bloqueadas na cidade. Atual presidente, Estela Almagro, nega. Leia mais na página 5.
• Tucanos se reúnem
A queda-de-braço no ninho tucano continua. Ontem, os três pré-candidatos a prefeito (Marcelo Borges, Caio Coube e Eclair Borges) se reuniram com o deputado Pedro Tobias na casa do presidente do partido, Gilson Rodrigues. Ao final, Gilson e Carlos Ladeira ficaram com a incumbência de tentar um entendimento até 31 deste mês, “sem a menor pressa”, como disse Gilson ontem à coluna.
• Um aumentozinho...
Os procuradores municipais de São José do Rio Preto deram um jeitinho de ganhar um salário um pouco melhor do que os parcos R$ 9 mil que recebem. Criou-se por lá, com apoio da Câmara e da prefeitura, a Procuradoria-Geral do município. Com a alteração, o teto salarial da classe daqueles advogados subiu para módicos e absorvíveis R$ 22 mil, mais do que o dobro do que ganha o prefeito. Este é um País sério?
• Vilma Borges no PV
A conhecida colunista social Vilma Borges filiou-se ao PV (ficha abonada pelo ex-prefeito Tidei de Lima) e vai tentar aumentar o time de mulheres na Câmara Municipal de Bauru. Ela até já se matriculou num curso de política que o Partido Verde fará. Vilma garante que está no PV por afinidade ideológica e não por entender que lá seria mais fácil sua eleição. Bom começo.