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Empréstimos pessoais têm menor taxa de juros desde 1997

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
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Brasília - A redução dos juros nas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas contribuiu para a redução da taxa média geral em setembro. No mês passado, ela caiu para 35,5% ao ano, ante 35,7% em agosto. Os juros estão no menor patamar da série do Banco Central, iniciada em junho de 2000, desde o primeiro semestre deste ano. Já o spread bancário - diferença entre o custo da captação das instituições financeiras e a taxa efetiva cobrada dos clientes - apresentou um recuo de 0,2 ponto percentual, para 24,6 pontos percentuais, também o menor valor já registrado.

Considerando apenas as operações destinadas apenas às pessoas físicas, a taxa caiu 0,3 ponto percentual, para 46,3% ao ano em setembro. Em 12 meses, ela já caiu 7,5 pontos percentuais e é a menor taxa desde julho de 1994, início dessa série histórica. O spread do conjunto dessas operações é de 35 pontos percentuais, queda de 0,3 ponto percentual. Os juros no crédito pessoal apresentaram em setembro uma queda de 0,5 ponto percentual, para 49,4% ao ano. Em 12 meses, esse recuo é de 9,5 pontos percentuais.

Dentro dessa modalidade está o crédito consignado - desconto em folha de pagamento -, que apresentou um recuo de 0,4 ponto, para 30,3% ao ano no mês passado. A queda nessa modalidade foi determinante para o recuo das taxas para a pessoa física, já que as demais apresentaram recuos de menor magnitude. Na aquisição de veículos, a taxa caiu apenas 0,1 ponto percentual, para 28,6% ao ano. Em 12 meses, o recuo chega a 4,4 pontos percentuais.

A taxa para a aquisição dos demais bens ficou estável em 55,2% ao ano em setembro. A queda no acumulado de 12 meses é de 5,8 pontos. No cheque especial, a alta foi de 0,5 ponto e a taxa terminou o mês passado em 140% ao ano. No ano, a modalidade mais cara ao consumidor apresentou um recuo de apenas 3,5 pontos.

Empresas

No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros subiu para 23,2% ao ano em setembro, alta de 0,1 ponto. O spread das operações para as pessoas jurídicas subiu 0,3 ponto percentual, para 12,7 pontos percentuais. Contribuíram para a elevação dessa taxa o maior custo nas operações de repasses externos e para aquisição de bens prefixadas, que subiram para, respectivamente, 11,5% ao ano e 17,2% ao ano.

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