Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Risco iminente

Aumenta a tensão na cidade fruto da decisão de transformação das penitencárias 1 e 2 de Bauru em presídios de regime semi-aberto (preso pode sair para trabalhar e retorna à noite para dormir na cela). A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) parece ter dado toque de caixa para a mudança e, pior, sem um diálogo com a cidade. As respostas lá são sempre as mesmas: não comentamos tal situação. Assim, Bauru vê com enorme preocupação a possibilidade de termos efetivamente o PCC atuando em prisões locais. Leia na página 7.

• Salvam-se todos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem à noite que o prazo para que prefeitos, senadores, governador e presidente da República tenham de se submeter à fidelidade partidária vale a partir do dia 16 de outubro último. Portanto, salvam-se todos (ou quase todos) da perda de mandato, inclusive o padre Mário Donizette Teixeira, prefeito de Barra Bonita, que trocou o PT pelo PC do B. Leia matéria completa na página 4.

• Fechou a padaria

A Secretaria Municipal de Educação informou ontem que decidiu desativar a sua padaria e, por isso, realizou processo licitatório para contratação de panificadora que passou a ser responsável pelo fornecimento dos pães consumidos nas unidades escolares. A cotação foi de R$ 4,70 o quilo do pão francês, segundo o Sinserm. Nas padarias do ramo é possível encontrar o produto por R$ 3,00 o quilo.

• Registro de preços

Mas a prefeitura argumenta que a diferença está no fato de que o registro de preços é válido por um ano, o que pressiona a cotação para cima. A administração desativou a padaria com medo de desabastecimento. Tanto que a educação confirma que “para garantir preventivamente que não haverá interrupção da entrega de pães às escolas caso ocorra algum problema com a panificadora contratada, foi realizada licitação para aquisição de fermento e farinha”. A prefeitura só compra se precisar, não é obrigada.

• Com naturalidade

É bom registrar que o governo local tem recepcionado com naturalidade indagações sobre aquisições e processos internos, o que é salutar. Discutir determinado procedimento, se este ou aquele é viável ou não, pode ser uma ferramenta de gestão. Em relação à Semana de Educação, por exemplo, a palavra-chave para sintetizar o cancelamento das palestras é planejamento. A educação demorou muito para encaminhar as contratações. A falha foi interna e não da burocracia de contratações.

• Compra de bolsas

Aproveitando este ambiente, a mesma educação está comprando 1.500 bolsas personalizadas para distribuir entre seus profissionais. O objetivo seria entregar na semana, mas não deu tempo. Na licitação tem inclusive foto identificando o modelo. Quanto aos pães, além do preço, a pasta deveria observar que tem escola que já recebeu encomenda um dia antes do uso e outra no dia seguinte ao solicitado.

• Subversivos anônimos

A velha guarda (a nova também) da esquerda bauruense vai se reunir hoje à noite, a partir das 19h, na livraria Jalovi, nos Altos da Cidade, para o lançamento do livro “Subversivos Anônimos”, de Antonio Pedroso Júnior.

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