Política

55% dos bauruenses pedem redução de imposto estadual

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Quais medidas o governo do Estado deve adotar para gerar empregos na região? 55% de 500 bauruenses entrevistados pela Fundação Getúlio Vargas neste mês responderam que o governador José Serra (PSDB) deveria adotar a diminuição de impostos para as empresas se instalarem em território paulista. Esta é uma das informações contida na pesquisa que a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (AL) contratou junto à FGV para as 20 regiões administrativas paulistas em que estão sendo realizadas audiências públicas para discutir a proposta orçamentária estadual para 2008.

Os principais dados da pesquisa foram apresentados na audiência pública realizada pela AL na Câmara de Bauru na manhã da última quinta-feira e estão disponíveis no site (www. al.sp.gov.br). Conforme a Assembléia paulista, a pesquisa partiu de questionário com temas definidos, contando com pelo menos quatro alternativas em cada item. Na área de demandas da população, os bauruenses apresentaram a redução de impostos como principal necessidade de intervenção do governo paulista, situação que também foi citada em primeiro lugar por 56% dos entrevistados em Marília.

A FVG aponta que em Bauru, em segundo lugar, 26% dos pesquisados pediram que o Estado realize mais obras de infra-estrutura para o fortalecimento da economia regional , contra 23% em Marília, cuja audiência pública com a presença dos deputados que compõem a Comissão de Economia e Finanças da AL foi realizada também na quinta-feira, mas no final da tarde. A ampliação do financiamento para pequenas e médias empresas aparece em seguida com 14% em Bauru e 15% de citações em Marília.

Sobre a distribuição da receita estadual para as regiões administrativas para 2008, principal temática das audiências programadas pela AL em 20 sedes, 65% dos entrevistados bauruenses pedem mais verbas para a saúde, indicador praticamente idêntico ao de Marília (64%). Depois vem educação com 52% tanto aqui quanto na cidade vizinha.

Na área de educação, em especial, o formulário da FGV traz que 32% dos bauruenses querem a construção de escolas técnica e profissionalizantes, item que veio seguido de 24% solicitando melhor treinamento e capacitação dos professores. Mas em Marília, 29% solicitam melhor treinamento dos profissionais e 27% indicam a construção de escolas profissionalizantes como segunda maior demanda regional por lá.

A falta de médicos para suprir a demanda regional dispara entre as reivindicações por saúde em Bauru (39%), contra 35% em Marília. E na área de segurança pública, o combate à corrupção nas polícias foi elencado em primeiro lugar por 40% dos pesquisados pela FGV por aqui e 37% em Marília. Depois, bem abaixo, vem o combate ao tráfico de drogas sendo lembrado por 16% dos bauruenses e 20% dos marilienses.

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Indicadores regionais

A pesquisa encomendada pela Assembléia Legislativa paulista junto à Fundação Getúlio Vargas considera 20 subdivisões geográficas no Estado como sedes regionais. A regional de Bauru, por exemplo, está composta por 39 municípios (população de 1 milhão), contra 51 considerados para Marília (950 mil pessoas).

Levando-se em conta este critério adotado pela FGV, Bauru fica com 1,98% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), com a região registrando PIB per capita de R$ 10,5 mil (11ª posição) contra R$ 9,9 mil (12ª posição entre as 20 sedes) ou 1,70% das riquezas estaduais por pessoa de Marília. Sozinha, Bauru responde por 23,7% do PIB de sua região, sendo 17,4% de Marília.

Conforme os dados da fundação, o emprego nas regionais de Bauru e Marília é composto, respectivamente, por 35% (39%) na área de serviços, 30% (23%) na indústria, 20% (21%) no comércio, 11% (15%) na atividade agropecuária e 4% (2%) em construção civil.

Por fim, a região administrativa de Bauru tem a oitava maior participação na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado (2,2% do total), contra a 14ª posição da cidade vizinha (1,99% do bolo de ICMS paulista). O ICMS responde por 67% de toda a arrecadação do governo estadual, o que corresponde a R$ 63,8 bilhões programados para 2008. O orçamento total do Estado de São Paulo para o próximo ano é de R$ 95,2 bilhões.

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