Foi por pouco - assim poderia ser definida a situação vivida por uma família que, três anos atrás, contratou os trabalhos de um detetive para acompanhar a rotina de uma rapaz de 19 anos envolvido com entorpecentes.
Um profissional bauruense que atua há mais de dez anos no setor (e preferiu não se identificar) conta ter ficado chocado no decorrer do trabalho de investigação. “No princípio, parecia se tratar de um caso de envolvimento com entorpecentes. Depois, fomos constatar que o rapaz estava tramando um assalto à própria casa dos pais”, afirma o detetive.
No caso em questão, o investigador conseguiu alertar os pais antes que o crime pudesse ser consumado. “A família procurou o garoto, que admitiu haver tramado o assalto. Ele disse que se sentia arrependido e resolveu se internar numa clínica de recuperação para dependentes químicos”, conta o detetive.
Aceitar que os filhos estão envolvidos com entorpecentes não é fácil para as famílias. Por essa razão, detetives e investigadores costumam documentar todos os passos dos adolescentes, antes de darem uma posição definitiva aos pais.
“Jamais direi para um casal: ‘Seu filho está envolvido com traficantes’. Chegarei, sim, para eles munido de fotos, vídeos e gravações e falarei: ‘Vejam por si mesmos’”, explica o investigador bauruense Luiz Castro, também conhecido como Fumaça.