Regional

Macatuba põe fim à erosão de mais de 15 anos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Uma erosão com mais de 15 anos que colocava em risco uma rodovia e um prédio em Macatuba foi eliminada. Para canalizar a água pluvial, foram utilizados 548 tubos de concreto que pesavam duas toneladas cada um. A água captada das minas existentes no meio da erosão foram canalizadas e hoje abastecem o lago da praça principal e ainda os caminhões-pipas da prefeitura.

Para acabar com a erosão que chegou a medir oito metros de profundidade e 10 de largura, foram investidos R$ 230 mil, R$ 100 mil em recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e R$ 130 dos cofres municipais, explica o prefeito, Cooldge Hercos. “A erosão tinha 600 metros de extensão. Além desse investimento, usamos a mão-de-obra do município.”

O trabalho foi dividido em duas partes e começou em setembro de 2005. “Não fizemos tudo de uma só vez. O trabalho teve de ser interrompido no período de chuvas. Começamos em 2005, mas não foi contínuo.”

O primeiro passo foi conter a erosão, que estava a 12 metros de um prédio e a 30 metros da rodovia SP 261, via que liga a cidade de Lençóis Paulista a Pederneiras ou a rodovia Marechal Rondon, a João Ribeiro de Barros. “Fizemos com o recursos próprios. No ano passado é que começamos a obra de canalização da água pluvial. Este ano, concluímos a obra e estamosprontos para enfrentar a temporada de chuvas de verão.”

Símbolo do descaso

A obra foi essencial para a cidade de Macatuba, frisa o prefeito. Para ele, a erosão nasceu e cresceu com a força da irresponsabilidade administrativa. “Não era promessa de campanha, porém, essencial. Essa obra é o símbolo da irresponsabilidade administrativa de outras gestões porque deveria ter sido feita antes dela ganhar a extensão que ganhou.”

Hercos explica que a Fehidro havia disponibilizado o recurso, antes da administração dele. “Não foi usado por falta da contrapartida de R$ 50 mil da prefeitura. O recurso da Fehidro foi suspenso. Quando eu assumi, pedi um voto de confiança e conquistei os votos de outros prefeitos para ter o recurso.”

Minas jorram água na praça

Um trabalho bem pensado foi realizado na canalização das várias minas existente no meio da erosão. “Todas geravam uma quantidade de água insuficiente para fazer o abastecimento. Mas juntas, conseguem encher os caminhões-pipas da prefeitura e empresas, além de transitarem pela praça principal da cidade.”

O assessor encarregado de obras do município, João Roberto Sciam, explica que após canalizar a água das minas, por gravidade conseguiu levá-las para o lago da praça. “Resolvemos outro problema. O lago tinha de ser lavado uma vez por mês, juntava limbo e cheirava mal. Precisava de água corrente. Hoje, isso é uma realidade.”

Outro benefício conseguido com o fim da erosão, frisa Sciam, foi o assoreamento do rio Aguinha. “O rio estava sendo assoreado. Ele atravessa a cidade e ainda vamos desenvolver um trabalho de limpeza dele. Não podemos perder essa fonte de água.”

Para o assessor, as marcas da erosão só deixarão de ser vistas no ano que vem. “Tinha cerca de 600 metros de extensão. Ainda falta cerca de 300 metros para tapar. Estamos usando entulhos e acredito que até o ano que vem os sinais da erosão desapareçam. O importante é que agora pode chover, porque a água está canalizada.”

As águas pluviais tem caminho certo. “Fizemos curvas de nível e caixas de retenção para conter a velocidade da água.”

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