• Desprendimento
O vereador Marcelo Borges decidiu ontem retirar sua pré-candidatura à Prefeitura de Bauru pelo PSDB, depois de se colocar à disposição do partido durante meses seguidos. Destacando-se como uma das principais lideranças do Legislativo já no primeiro mandato, Borges dá agora a seu partido uma demonstração de maturidade política e à política em geral uma mostra de desprendimento pessoal (raro em políticos), facilitando o entendimento no ninho.
• Sem ressentimento
Além das prévias defendidas por ele e sufocadas pela cúpula partidária, Borges fala em outro motivo que pesou em sua decisão: ajudar o partido a não repetir o mesmo erro da eleição passada, quando o PSDB tinha densidade eleitoral para eleger um deputado federal, mas preferiu ficar apenas com a candidatura de Pedro Tobias. “Sou um militante do partido e vou lutar agora para que o PSDB eleja o prefeito”, finalizou, afirmando não ter ressentimentos.
• E o Plano Diretor?
Apesar do Comitê de Mobilização pela aprovação do Plano Diretor (PD) Participativo ter divulgado que tentaria marcar uma audiência pública no Legislativo para discutir o PD, o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira (PP), informou ainda não haver previsão de agendamento do evento. “O projeto ainda está tramitando no jurídico”, argumentou. O comitê já ingressou com representação no Ministério Público cobrando a realização da audiência.
• Mudança nos Correios
A vereadora Majô Jandreice (PC do B) fez menção, durante a sessão legislativa de anteontem, à nomeação do engenheiro Luiz Roberto Pagani para a direção regional do Interior dos Correios no Estado. A parlamentar lembrou que Pagani é funcionário de carreira há 34 anos nos Correios e que, neste período, marcou sua trajetória em defesa da empresa e seus funcionários.
• Gratificação especial
No projeto de lei que reclassifica cargos e salários da educação municipal, o prefeito Tuga Angerami quer criar gratificações de 50% para professores, diretores de escola e coordenadores de área que atuam no ensino especial e de jovens e adultos. Aliás, a reclassificação só vale para quem está atuando no ensino. Não vale para o setor administrativo da Secretaria de Educação.
• Torneira quebrada
Enquanto o Legislativo bauruense faz festa e até entrega simbólica de R$ 1 milhão ao prefeito Tuga Angerami, o banheiro masculino da Câmara Municipal permanece, pelo menos há 15 dias, com uma torneira quebrada à espera de conserto. Problemas estruturais como este vêm, por sinal, desde a gestão de Garmes. Madureira tenta correr para acertar a herança. Espera-se que ele tenha deixado uns trocados para a torneira e o cafezinho.
• Vaquinha sanitária
Esse seria apenas um dos muitos reparos de infra-estrutura do prédio atual da Câmara bauruense, questões que de tão simples chegam à beira do ridículo. Muitos vereadores não escondem o descontentamento. Ontem, um parlamentar revelou ao JC que funcionários tiveram de fazer uma “vaquinha” para comprar desinfetante - que estava em falta - para higienizar um dos sanitários do prédio. Que dureza!