Política

Vereadores criticam números da polícia

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A sessão de ontem da Câmara Municipal de Bauru também foi marcada por críticas à atuação e à divulgação de informações da Polícia Militar (PM).

O vereador João Parreira criticou os índices criminais relativos à cidade, apresentados durante a sessão de semana passada no Legislativo, pelo comando da corporação. Para o tucano, a forma como os números foram colocados passaram a impressão que tudo está bem. “Não é que tudo esteja ruim, mas temos de passar informações para que as instituições não percam a credibilidade e a população entenda os problemas e as ações tomadas. E como se pode comparar Bauru com Miami ou Detroit, pois são realidades diferentes?”, questionou. E acrescentou: “Precisamos ter bom senso e equilíbrio para mostrarmos as verdades dos fatos. De que adianta pegar os índices mais favoráveis e descartar os outros?”

Os parlamentares também repercutiram reportagem exibida ontem pela TV Tem que mostrou o tráfico de drogas em uma loja de conveniência localizada em um posto de combustível, assunto abordado pelo vereador peemedebista Alex Gasparini em sessões passadas. “Infelizmente, isso continua e temos idéia que não há solução. Mas acredito que há, pois a polícia pode fazer policiamento ostensivo e queremos que a questão seja tratada de forma séria. Não podemos pensar que o problema das drogas é algo insolúvel”, enfatizou Gasparini. O assunto também foi abordado pelos vereadores José Carlos de Souza Pereira, (PT), o Batata, Antonio Carlos Garmes (PTB) e Arildo Lima Júnior (PP), que pediram maior fiscalização sobre o problema.

Questionado sobre o assunto, o tenente-coronel José Humberto Nardo, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), sustentou que a corporação tem se esforçado para realizar o melhor trabalho possível. “Não temos condições nem efetivo para estarmos em todos os lugares ao mesmo tempo. Nossa administração é enxuta, mas ficar um policial em cada esquina é impossível. Gostaria de ter condições de colocar em cada posto uma dupla de policiais para inibir o tráfico, mas não é só cuidar dos problemas das drogas em lojas de conveniência, pois há outros a serem perseguidos, como os furtos”, ressaltou o oficial.

Nardo argumentou, ainda, não ter inventado os dados estatísticos. “No ano passado, foram mais de 29 mil abordagens de revista pessoal, enquanto nos nove primeiros meses desse ano já foram 65 mil. Isso é o Tático revistando as pessoas e é durante as revistas que se encontram as drogas. E apresentei os números disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública, que são públicos, e não inventei índice algum. É claro que a situação não é a ideal, mas em relação a outras cidades está inferior”, concluiu.

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